CLAUSTROFOBIA
THRASH METAL CLAUSTROFÓBICO E FULMINANTE
O
grupo de Leme (Interior de SP), que teve seus primeiros
trabalhos relançados meses atrás, encontra-se
em estúdio preparando o terceiro disco de inéditas
Antonio
Rodrigues Junior
Uma
das mais jovens promessas do thrash metal nacional encontra-se
em estúdio já preparando o terceiro petardo.
Atualmente, o Claustrofobia está gravando o disco
intitulado Fulminant, que deve ser lançado
em meados deste ano.
Apesar
da baixa idade de seus integrantes - entre 20 e 23 anos
-, a banda originária de Leme, Interior de São
Paulo, já comemora dez anos de estrada, sendo que
a formação atual se mantém sem alteração
desde 98: Marcus D'Angelo (guitarra e vocal), Daniel Bonfogo
(baixo), Alexandre de Orio (guitarra) e Caio D'angelo (bateria).
Durante
este período, o grupo já colocou dois álbuns
no mercado: Claustrofobia (2000) e Thrasher
(2002), que conseguiram ótimas repercussões.
Em entrevista a Comando Rock, Marcus - o líder
do conjunto - revelou detalhes do próximo trabalho.
"Estamos
gravando desde novembro no mesmo estúdio e com o
mesmo produtor de Thrasher", revela o guitarrista
e vocalista. "São 12 músicas onde mostramos
uma grande evolução sonora. Tentamos inovar
em algumas coisas, para soar diferente. Pode-se dizer que
é uma continuação do Thrasher.
As gravações estão caminhando melhor
impossível. Na verdade, até esperava menos.
Estamos registrando no formato analógico, pois o
som fica mais natural. Além de ficar diferente de
todos esses conjuntos que gravam hoje e parecem iguais."
A
evolução sonora e a inclusão de elementos
próprios são os objetivos do novo CD, que
ainda não tem gravadora definida para o lançamento.
A banda pretende criar uma sonoridade própria que
remeta apenas ao Claustrofobia. Baseado nisso foi escolhido
o nome Fulminant, que não foi retirado de
nenhuma faixa.
"O
nome foi escolhido, pois reflete o som do conjunto",
alega o músico. "Queremos fazer um estilo mais
'fulminante' mesmo. Não cópias marcadas. Já
estamos há um bom tempo juntos e conseguimos criar
elementos próprios. Mas ainda estamos caminhando.
Está sendo uma evolução a cada álbum.
Estamos no caminho certo e criando um estilo. A gravação
está toda sendo independente e quando estivermos
com o ele pronto iremos procurar uma gravadora para lançá-lo.
Quem tiver uma proposta pode nos contatar, pois estamos
abertos a conversas."
No
ano passado, os dois primeiros discos do conjunto foram
relançados pela gravadora MV8 Music. Segundo o líder
da banda, o interesse partiu diretamente do selo, que foi
atrás das devidas autorizações. "Temos
muito orgulho de ter gravado o primeiro CD. Ele nos abriu
muitas portas, mas ainda éramos moleques. Tínhamos
entre 15 e 18 anos quando o registramos. No Thrasher
já apresentamos uma evolução. O som
estava mais nervoso e mais a nossa cara. O primeiro álbum
foi gravado muito na inocência. Tentamos incluir alguns
bônus nestes relançamentos, mas realmente não
deu tempo de colocamos nessa prensagem. Possivelmente nas
próximas incluiremos alguns covers e versões
ao vivo que gravamos."
Durante
os dez anos de carreira, a experiência e a evolução
sonora são as duas características que mais
se alteraram. O conjunto também teve a oportunidade
de tocar ao lado de grandes nomes do heavy metal mundial,
como Soulfly, Napalm Death, Destruction e (mais recentemente)
Paul Di'Anno.
"Ter
uma banda de metal no Brasil é muito difícil,
tem de gostar muito do que faz. Os únicos grupos
brasileiros que conseguiram sucesso foram Sepultura e Krisiun,
pois apresentam uma pegada nacional e é isso que
queremos mostrar também. Mas tem de acreditar. Só
agora as coisas estão começando a acontecer
para nós."
Falando
do grupo de Igor Cavalera, o Claustrofobia também
se apresentou na primeira edição do Sepulfest
- evento organizado pelo Sepultura nos moldes do Ozz'Fest,
do Mr. Madman -, que (além da banda principal) também
contou com Nação Zumbi, Ratos de Porão
e Massacration. "Foi o melhor show de nossas vidas.
Nunca tocamos com uma estrutura tão grande e tão
boa, sem falar na organização do evento. A
boa vontade da equipe, a qualidade do som, o respeito e
apoio do público foram ótimos. A única
coisa negativa foi termos apenas meia-hora para o show.
Se tivessem sido 40 minutos seria perfeito!"
O
grupo ainda prepara o novo site oficial, que será
www.claustrofobia.com.br.
Enquanto não fica pronto, os fãs podem entrar
em contato com o quarteto ou consultar informações
através do endereço www.claustrofobia.cjb.net.
Além disso, após o lançamento de Fulminant,
o conjunto pretende realizar sua primeira turnê internacional.
"Estamos voltados 100% para o novo disco. Não
queremos parar de trabalhar. Uma meta nossa para 2005 é
fazer uma turnê internacional, pois nunca realizamos.
Mas o problema é o mesmo de sempre: a falta de dinheiro.
Precisamos de apoio."
