LOS
TOSKOS
A CAMINHO DO SEGUNDO CD
O
grupo paulistano de punk rock está gravando o novo
álbum, que deverá se aproximar mais do rock
tradicional
Anderson
Amaral Boscari
O
grupo paulistano Los Toskos, formado no fim dos anos 90,
vem conquistando seu espaço na cena punk rock. Com
fortes influências de ska, o conjunto já é
"figura carimbada" no underground de São
Paulo.
Depois
de participar de várias coletâneas, a banda
lançou seu primeiro trabalho O Mundo Não
Gira a Seu Redor (em 2002). Agora, Zinho (vocal e guitarra),
Gaboo (guitarra e voz), Luiz (baixo) e Chapeleta (bateria)
preparam a gravação de seu segundo CD ainda
sem data prevista para ser lançado.
Nesta
entrevista, os integrantes falam da entrada de Zinho na
banda, a produção do segundo CD e as expectativas
para este novo trabalho.
Comando
Rock: Quando vocês sentiram a necessidade de ter um
novo vocalista na banda?
Gaboo: Desde o começo em que estávamos
montando a banda procuramos e experimentamos pessoas. Então,
essa formação que temos hoje é resultado
de tudo isso. Aí acabou acontecendo de eu fazer o
vocal porque não tínhamos ninguém para
este posto.
Luiz: Isso mesmo. Foi por falta de opção
na época. Por isso o Gaboo assumiu o vocal. Acabou
rolando isso porque estávamos mais preocupados em
sair tocando. A gente não tinha essa experiência
que estamos tendo agora no segundo disco, se preocupando
com a qualidade da música. A gente só foi
perceber isso depois que já tínhamos feito
uma porrada de coisa.
Gaboo: Eu me sentia esse tempo todo tocando
50% guitarra e fazendo 10% de vocal. E não dava pra
continuar fazendo isso no Los Toskos. Ou fazia 100% ou não
fazia! Chegou uma hora que tive de decidir: ou eu continuo
igual ou eu melhoro. Isso vai da atitude de cada um, entendeu?
De assumir aquilo que não está bom.
Luiz: No começo até pensamos
que o Gaboo tava maluco: "vai largar justo agora que
a gente tá na vibe de trabalhar o segundo CD?".
Na época foi difícil, mas a gente vê
hoje, ouvindo as músicas novas, vendo a sintonia
que teve com a entrada do Zinho... a gente sentiu que a
parada fez sentido!
Vocês
fizeram alguns testes antes?
Chapeleta: Fizemos sim. Inclusive, na época,
a gente anunciou no nosso site que estávamos procurando
vocalista. E apareceu uma galera que se interessou. Mandaram
material, MP3. A gente selecionou um pessoal e fizemos os
testes.
Luiz: Nessa aí o Zinho soube, entrou
em contato e deu certo. Uma coisa que ajudou bastante é
que nós já o conhecíamos. Nós
sempre mantivemos a banda dessa forma. Além do som,
todos nós temos as mesmas influências, ouvimos
as mesmas coisas. Tem o lance de sintonia, de amizade também.
Vocês
tinham a necessidade de que esse novo integrante também
tocasse guitarra?
Chapeleta: Não necessariamente. Veio
a calhar que o Zinho além de cantar, toca guitarra.
Como
anda a produção do novo CD de vocês?
Luiz: Da melhor maneira possível. Está
sendo uma experiência nova para todos nós estarmos
trabalhando no disco dessa forma. A gente nunca fez isso
antes de realmente entrar no estúdio, fazer música
por música, pensar direitinho uma a uma ...O legal
é essa soma que tá rolando. Geralmente uma
banda, quando vai gravar o segundo disco, muda totalmente
o estilo etc. Já com a gente tá rolando outra
parada. Acho que o mais importante mesmo está sendo
essa soma. O Zinho vem com as idéias dele e já
soma com as nossas.
O
Zinho participou da composição das músicas
que vão estar nesse novo trabalho?
Luiz: Tá sendo feito no coletivo. Antigamente
ficava mais nas costas do Gaboo o lado de compor as letras.
Tinha uma ou outra participação minha ou do
Chapeleta. Agora tá bem no coletivo.
Quais
bandas vocês estavam ouvindo na fase de composição
do CD?
Gaboo: A gente tem ouvindo bastante coisa
legal como Good Charlotte, Green Day...
Luiz: Para o disco a gente tem ouvindo bastante
punk rock melódico... O CD tá indo do punk
rock para o rock. Vai ampliar mais. Vai ficar menos segmentado
do que era antes. Acho que até pelo fato de não
ficarmos se apegando a rótulos.
O
que os fãs podem esperar de novo para este CD?
Zinho:
Bem pra cima, divertido, como sempre foi a essência
da banda até hoje. Isso eu posso dizer, porque
já conhecia a banda antes.
Gaboo:
A essência é aquela: diversão! A gente
fala alguma coisa que pode ser até meio "down",
mas de um jeito diferente, pra cima!
O
CD tem previsão para lançamento?
Luiz: A gente ainda tá trabalhando
na calma, com carinho mesmo. Não adianta a gente
querer ter pressa, pode até atrapalhar. Estamos dando
o maior valor a cada música feita, o melhor refrão
também. Trabalhar uma a uma independente de quanto
tempo vai demorar.
