CALIBRE
12
PUNK, ATITUDE E RESISTÊNCIA
O
grupo paulistano, que lançou o ótimo álbum
Resistiremos Até o Fim (2001), prepara seu
próximo CD
Adriano
Coelho
O
Calibre 12 é um dos grupos punks mais cultuados no
underground paulista. Seja pelo seu som, seja pela sua atitude.
Liderado pelo vocalista Aleks, a banda virou "figura"
carimbada na cena.
Depois
de conquistar definitivamente seu espaço graças
ao álbum Resistiremos Até o Fim (lançado
em 2001), o conjunto prepara seu próximo álbum
que estará ainda mais pesado e com mais influência
do hardcore em relação aos trabalhos anteriores.
Nesta entrevista, Aleks fala do próximo CD, de punk
rock e da atual cena nacional.
Comando
Rock: O que você pode adiantar sobre o próximo
CD?
Aleks Punk: O próximo CD vai estar
mais hardcore e mais pesado que o último (Resistiremos
Até o Fim). As musicas estão, na sua maioria,
mais curtas e mais diretas.
Qual
foi reação do público em relação
ao seu último trabalho?
Foi ótima, levando-se em conta que o Resistiremos
não teve nenhuma divulgação a não
ser a que a gente mesmo fez.
Como
foram as turnês da banda?
Foram ótimas. Nas turnês, a gente esquece todos
os problemas e se concentra só no que realmente gosta
que é tocar.
Dá
para conciliar o trabalho de tatuador com o dia-a-dia da
banda?
Sem problemas. Mas, em caso de coincidência de datas,
o Calibre tem prioridade.
Como
ficou o seu batera depois da operação de redução
de estômago?
O Oscar já perdeu cerca de 65 quilos e vem se recuperando
bem rápido. Já esta tocando bem mais rápido
e vocês poderão ver a evolução
dele no próximo CD do Calibre.
O
que você escuta fora hardcore e o que odeia na música?
Escuto muito Elvis Presley, Ritchie Valens, Dick Dale, surf
music em geral. Estamos ouvindo muito o SUB (disco pioneiro
do punk rock nacional) hoje em dia. Tem muita coisa boa
nesse disco. O que eu não ouço nem f. é
bandas fabricadas pra fazer sucesso momentâneo.
Quais
as bandas que ouviu nos últimos anos e mais gostou?
Exploited, Misfits, Elvis, Blind Pigs, Atitude, Zumbis do
Espaço, Flicts, Motorhead, Hatebreed, Agnostic Front,
Blitz, Invasores de Cérebros, Questions, CPL 2, Symarip,
Imperpheitos, Psykóze, Ratos, Fogo Cruzado velho,
Cólera e outras que não lembro agora.
O
que acha de CPM22 ser chamado de hardcore?
O CPM 22 é uma banda que não diz nada de importante
pra mim e eu não gosto do estilo do som deles. Se
não existissem, não iam me fazer a menor falta.
Dizem
por ai que você é um cara estourado. É
verdade?
Não. Eu gosto de respeito e o que não falta
é folgado nesse meio. Só que eu não
engulo as coisas e quero que eu e meus amigos sejamos respeitados.
Caso contrário, a chapa esquenta...
Os
festivais punks deram uma parada?
Acho que sim. Em São Paulo só tem espaço
agora pra esse lixo de sensibilidade exagerada chamada emo.
A maioria dos shows que a gente faz e fez ano passado são
fora de SP.
O
que é ser punk na sua opinião?
É nunca aceitar uma situação que não
te parece certa. É ser contra qualquer tipo de autoridade,
é pensar e agir por conta própria sem se importar
se todos seus amigos pensam diferente de você. É,
acima de tudo, manter a mente jovem e aberta e curtir muito
punk rock e hardcore.
