OPUS
DRACONIS
SEGUINDO EM FRENTE APESAR DA TURBULÊNCIA
O
grupo lusitano, que lançou um split-CD com o Oligarquia
e o primeiro trabalho no Brasil, passou por um
período conturbado, mas promete lançar novo
álbum em breve
Antonio
Rodrigues Junior
Após
o sucesso mundial do Moonspell - que esteve excursionando
pelo País mês passado -, outra banda lusitana
que começa a se destacar por aqui é o Opus
Draconis. O quinteto black metal está lançando
(somente no Brasil) o disco The Blasphemy is my Throne,
pela Vergasta Records.
O
grupo, formado por Daemonicus (vocal), Aeturnus e Terror
Sathan (guitarras), Geryon (baixo) e Necrobastard (bateria),
já prepara um novo lançamento de músicas
inéditas, mas recentemente passou por um período
de "turbulências".
O
conjunto chegou a anunciar que estaria encerrando as atividades.
Segundo o comunicado da banda, a "falta de devoção
do baterista" Necrobastard seria a causa do fim prematuro.
O fato foi desmentido dias depois pela Vergasta, que garante
ter solucionado as desavenças entre os integrantes.
O
álbum, recém lançado no Brasil, traz
sete canções (e uma introdução)
retiradas da demo Necrodesecration of Christendom
(2003) e do slipt-CD - com os brasileiros do Oligarquia
- Enslave By Light (2004). Estes dois primeiros trabalhos
não chegaram ao País, então resolveram
juntá-los em um único disco.
"Este
disco traz um black metal cru, direto e brutal", afirma
Aeturnus. "Tem composições de 99 a 2001
e a
temática lírica refere-se a falsa união
que existe no underground. Através dele estamos preparando
o público brasileiro para o nosso novo CD com músicas
inéditas."
Como
a grande maioria das bandas no estilo, o assunto preferido
nas músicas é o ataque a Igreja Católica.
Segundo o guitarrista, os membros do conjunto acreditam
que o catolicismo é o maior político de todos
os tempos. Porém, afirma que não adora a um
"diabo chifrudo em baixo da terra", pois ele e
o satanismo são coisas inventadas pelos católicos.
Em
relação à sonoridade, o Opus Draconis
se assemelhava às bandas do norte da Europa (mais
especificamente Noruega, Suécia e Finlândia)
- de onde surgiram os conjuntos black metal de maior sucesso,
como Dimmu Borgir, Dark Funeral, Children Of Bodom e Gorgoroth.
Apesar da proximidade sonora, o conjunto enfrenta maiores
dificuldades do que as originadas nesses países.
"Acho
estranho da forma que o Opus Draconis está caminhando,
pois vejo bandas que surgem a pouco tempo como nós
e, por serem mais para o norte da Europa, logo ganham destaque.
Na Alemanha existem mais bandas que qualquer outro lugar
e se escutam falar mais das suecas e norueguesas. Talvez
por terem grandes mestres e tudo ter praticamente se iniciado
lá."
O
conjunto também participou de diversas coletâneas
pelo Antigo Mundo, que ajudaram em sua divulgação.
Os integrantes acreditavam que poderia ter sido melhor,
pois faltaria empenho das empresas responsáveis pelos
lançamentos.
"Ajudou-nos
a divulgar o nosso nome em alguns países", confessa
o guitarrista. "Não foi nada grandioso, pois
acredito que a divulgação deles não
foi realmente boa. Faltou mais empenho por parte deles.
Mas agradeço de qualquer forma a oportunidade de
fazer parte dessas coletâneas e de terem divulgado
o nome Opus Draconis."
No
começo desse ano foi colocado no mercado europeu
o split-CD - disco trazendo mais de uma banda - Enslave
By Light. O trabalho traz na outra parte os brasileiros
do Oligarquia. Aeturnus morou anos atrás
no Brasil e conheceu os membros do conjunto.
Desta
amizade surgiu a idéia de dividirem o CD.
"Como
o Oligarquia tem um grande nome no Brasil e o Opus Draconis
vem desenvolvendo um ótimo trabalho na Europa, resolvemos
juntar os dois. O resultado vinha sendo satisfatório.
Conseguimos grandes amizades e conhecemos a Vergasta Records.
No Brasil, existem excelente bandas, como Sarcófago
e Krisiun, que são melhores que algumas merdas da
Europa."
Mais
informações: www.opusdraconis.cjb.net.
