INK:
O PROJETO BRAZUCA DE BILLY "BIOHAZARD" GRAZIADEI
Billy
Graziadei se juntou a brasileiros em projeto que promete
misturar hardcore e death metal e confessa que, apesar do
novo disco do Biohazard estar próximo, o futuro do
grupo é incerto
Antonio
Rodrigues Junior
O
guitarrista e vocalista do Biohazard, Billy Graziadei, esteve
recentemente no Brasil trabalhando em sua nova banda, o
Ink. Além de Billy, o grupo é formado pelos
brasileiros Scream S. (vocal), Cezar "Covero"
(guitarra), T.J. (baixo) e Fernando Schaefer (bateria).
O conjunto aproveitou a passagem do músico norte-americano
pelo País para a composição de canções
que devem ser incluídas no álbum de estréia
do conjunto.
Apesar
de não serem muito conhecidos do grande público,
os demais músicos já passaram por grandes
bandas. O baterista Fernando Schaefer, por exemplo, já
tocou no Korzus e atualmente integra o Rodox e o Pavilhão
9. Já o guitarrista Cezar "Covero" faz
parte da banda death metal NervoChaos, da qual o baixista
T.J. também já foi integrante.
Durante
o mês de janeiro, o quinteto encontrou-se trabalhando
nas músicas que deverão compor seu primeiro
disco, ainda sem título definido. A Comando Rock
esteve em um dos ensaios e conversou com o grupo.
"Temos
12 músicas até agora e devemos compor mais
uma ou duas", confessa Fernando. "Nossos planos
são de fazer alguns shows pelo Brasil e depois irmos
ao estúdio de Billy (em New Jersey, EUA) gravar o
CD. Com o disco em mãos iremos a busca de uma gravadora."
Esse
intercâmbio entre os músicos nacionais e o
conhecido Billy Graziadei iniciou há alguns anos,
quando ele e Fernando se encontraram pela primeira vez.
Esse encontro transformou os dois em amigos e agora em colegas
de grupo.
"A
primeira vez que a gente se conheceu foi quando toquei com
o Korzus em Nova York, em 96", conta Fernando Schaefer.
"Tocaram Korzus, Biohazard e SOD. Depois disso mantivemos
contato. Contei sobre a minha banda e lhe mostrei uma demo.
Tempos depois ele me ligou e disse que precisávamos
de um outro guitarrista. Então ele entrou para o
grupo."
Com
a entrada de Billy, o conjunto passou a contar com dois
guitarristas. Cada um teve sua experiência musical
desenvolvida num estilo diferente - o hardcore e o death
metal - e o Ink juntou os dois.
Por
parte do Billy, sua experiência veio no Biohazard.
A banda foi formada em 88, em Nova York, e até hoje
é um dos grupos de hardcore mais cultuados do planeta.
Por isso a presença de Billy é tão
significativa para o Ink. O músico, que é
casado com uma brasileira com quem tem uma filha, contou
como está sendo a experiência de tocar com
músicos tupiniquins.
"Os
brasileiros têm muita paixão por tudo",
diz o americano. "Quando eles estão com raiva
ficam com muita raiva. Quando estão felizes ficam
muito felizes. Existe muita intensidade e eles passam isso
para a música. Seja no Ink, no Sepultura ou no Raimundos.
Já os americanos não possuem esse extremo,
essa intensidade!"
Outra
característica do Ink é seu nome (que em português
significa tinta). A escolha do nome foi devido ao fato de
todos os integrantes possuírem diversas tatuagens
pelo corpo. "O nome é uma analogia ao fato de
todos nós sermos tatuados e nossos fãs também.
Nós queremos unir a música a isso", diz
o baixista T.J.
Billy
Graziadei também confessou que o Biohazard está
preparando um novo disco para este ano. Porém, o
músico mostra-se mais empolgado em tocar com o Ink
do que com a banda que o revelou.
"Estou
no Biohazard há 15 anos tocando guitarra. Iremos
gravar um disco novo, mas estou tão acostumado com
eles que já sei o que fazer. Depois deste disco,
não sei o que acontecerá com o grupo. Vivi
o Biohazard com muita intensidade, mas fui perdendo isso
com o tempo. Agora, com o Ink, estou sentindo essa intensidade
novamente."
Outro
integrante que fez revelações interessantes
sobre outros trabalhos foi o baterista Fernando Schaefer.
O músico é integrante do Rodox, formado por
Rodolfo (ex-Raimundos), e do Pavilhão 9. As duas
bandas estão preparando novos álbuns para
este ano.
Apesar
de estar trabalhando nos próximos trabalhos de ambos
os grupos, Fernando também não está
satisfeito, querendo mesmo seguir com o Ink. O músico
pensa seriamente em abandonar esses projetos.
"Eu
continuo com o Rodox e o Pavilhão 9, mas o que quero
mesmo é tocar com o Ink. Se começar a aparecer
muitos trabalhos, vou dar prioridade para o Ink. Inclusive
já tenho alguns amigos bateristas que gostariam de
entrar no Rodox e no Pavilhão 9."
Os
interessados em conhecer mais sobre o Ink podem acessar
o site de Billy (www.billybio.com).
A página em inglês traz, além de informações
sobre o grupo, cinco músicas do Ink para download.
