MOONSPELL:
O ROCK PESADO QUE VEM DA TERRA DE CABRAL
A
banda portuguesa, que está lançando seu sétimo
disco The Antidote, vem conquistando seu espaço
no cenário metal mundial e tornando-se um dos maiores
nomes do rock de Portugal de todos os tempos.
Por
Antonio Rodrigues Junior
Portugal
não é um país com grande tradição
no heavy metal e poucas bandas portuguesas conseguiram o
reconhecimento internacional. Mas, atualmente, um nome vem
quebrando essa barreira, tornando-se o conjunto lusitano
mais bem sucedido da história: o Moonspell.
A
carreira meteórica do grupo - formado por Fernando
Ribeiro (vocal), Pedro Paixão e Ricardo Amorim (guitarras),
e Mike Gaspar (bateria) - teve início há dez
anos com o lançamento do primeiro disco, Under
The Moonspell. No decorrer dos anos, o Moonspell
lançou outros seis álbuns que foram elogiados
pela crítica e agora está lançando
o novo trabalho, The Antidote.
"É
uma grande responsabilidade representar nosso país",
afirma o baterista Mike Garspar. "Aqui, há pouco
incentivo à música. Portanto, há poucas
bandas. Poucos têm acesso a bons instrumentos e acessórios.
Não só o nosso estilo, mas até a música
tradicional portuguesa está acabando. Somente o Moonspell
e o Madredeus conquistaram algum espaço internacional."
O
novo disco, além de apresentar um som mais maduro
e encorpado em relação aos outros trabalhos,
também terá outra novidade. O escritor português
José Luís Peixoto, que vem colhendo bons resultados
com seus livros, pegou as dez músicas de The Antidote
e escreveu um livro com contos de horror. A primeira edição
do disco conterá o livro em português e, para
o resto do mundo, será lançado um digibook
em inglês.
"É
um álbum muito forte musicalmente, tanto na beleza
do som quanto nas letras que Fernando escreveu, que são
histórias com vários personagens diferentes.
Ficamos muito contentes com o resultado final", conta
Gaspar. "Conhecemos o José Luís Peixoto,
que é um escritor novo e anda recebendo ótimos
elogios com seus livros em Portugal. Ele nos disse que era
um grande fã nosso e que se inspirava em nossas músicas
para escrever suas obras. Assim surgiu a idéia de
lançarmos o álbum juntamente com o livro."
Antes
da gravação do novo disco, a banda contava
com o brasileiro Sérgio Crestana no baixo, que foi
dispensado por diferenças musicais. Para a gravação
do novo álbum, foi chamado o amigo Niclas Etelävuori
(Amorphis). Devido a outros compromissos, Niclas permaneceu
na banda apenas durante o tempo de estúdio. Após
várias audições com diversos baixistas
foi escolhido Aires Pereira (ex-Malevolence).
"O
Sérgio se afastou amigavelmente do Moonspell. Ele
estava musicalmente voltado em uma direção
diferente dos planos da banda. Assim, decidimos seguir caminhos
separados. Agora temos o Aires, que tem uma ótima
técnica. Fizemos audições com diversos
baixistas rapidamente, pois em duas semanas teríamos
shows. Ele foi o único que se mostrou capaz, mas
ele somente completará os shows. Não será,
por enquanto, um membro efetivo do conjunto."
O
Moonspell esteve somente uma vez no Brasil na turnê
de divulgação de seu quarto disco, Sin/Pecado.
Por esta razão, a banda tem muita vontade de voltar,
mas depende dos produtores e ainda não há
nenhuma previsão.
"Estivemos
uma vez no Brasil para um show em São Paulo. Foi
meio confuso, pois o show foi marcado, depois cancelado
e novamente confirmado. Acho que muitos não sabiam
se iríamos mesmo. Gostaríamos de voltar, basta
que produtores o queiram. Agradecemos aos fãs brasileiros
que sempre nos mandam mensagens e e-mails."
