DARK
FUNERAL: A FORÇA DO BLACK METAL
O
Dark Funeral esteve excursionando pelo Brasil este mês
e mostrou o por quê do Black Metal ser um dos movimentos
que mais crescem no mundo.
Por
Antonio Rodrigues Junior

Foto: Divulgação.
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Não
podemos negar a importância do black metal no rock
pesado atualmente. Diversas bandas em todo o mundo estão
surgindo e conquistando seu espaço. Cradle Of Filth,
Marduk, Dimmu Borgir, Immortal e Dark Funeral são
alguns dos nomes que podemos citar. O último esteve
no Brasil para diversos shows, incluindo a segunda edição
do festival Setembro Negro, que é todo dedicado a
esse estilo e realizado dia 6 deste mês, em São
Paulo.
O
sueco Dark Funeral - Emperor Magus Calígula (vocal),
Lord Ahriman (guitarra), Chaq Mol (baixo) e Matte Modin
(bateria) - foi formado em 93 pelo seu guitarrista (único
remanescente da formação original). Durante
esses dez anos de carreira, o grupo já gravou seis
discos bem sucedidos, o último - e por muitos considerado
o melhor - foi Diabolis Interium, lançado em 2001.
"Todos
os álbuns que gravamos alcançaram o sucesso
esperado. Toda a batalha que enfrentamos é uma conquista.
Um ponto positivo é estar aqui no Brasil", conta
Lord Ahriman. "Um ponto negativo desses anos é
que não podemos planejar o tempo, pois achávamos
que no Brasil estaria calor", completa Emperor Magus
Calígula.
A
criação do black metal, entre outros fatores,
surgiu da vontade de diversas bandas falarem sobre o satanismo.
Antes do estilo se tornar popular dentro do metal, a adoração
ao demônio era feita praticamente pessoas que seguiam
seitas e religiões ligadas ao tema. O Dark Funeral,
com suas letras que bordam este assunto em todos os seus
trabalhos, acabou virando uma referência para novos
grupos e transformando a Suécia como um dos países
que mais "exportam" conjuntos deste gênero.

Foto: Divulgação.
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"Nunca
houve uma organização, eram pequenos grupos
que faziam alguma coisa. Tendia a aumentar,
mas todos queriam ser líderes e ditadores",
alega o guitarrista. "A cena black metal da Suécia
está legal. Muitas casas haviam fechado, mas agora
estão voltando. Também estão aparecendo
muitas bandas. O grupo do nosso primeiro baterista (Draugen)
gravou um CD e este está muito bom."
O
movimento tende aumentar cada vez mais no Brasil. O festival
Setembro Negro é a prova disso. Em sua primeira edição
no ano passado, foram 19 bandas participantes, sendo duas
internacionais. Este ano, o festival esteve mais enxuto
com apenas seis conjuntos, mas mantendo duas internacionais,
o Dark Funeral e os americanos do Averse Serifa.
"Mantemos
contatos com diversas bandas undergrounds. Não importa
se esta é grande ou pequena, mas se é boa.
Conhecemos a maioria dos grupos com quem iremos tocar no
Brasil. Não nos importamos se a banda está
na revista e sim se gostamos dela", finaliza Lord Ahriman.
