AGNOSTIC FRONT
VINTE E CINCO ANOS DE HARDCORE
A banda nova-iorquina, a pioneira do estilo, comemorou
a data histórica do lançamento do clássico
álbum Victim in Pain no ano passado e já
prepara material para seu novo trabalho de estúdio
Mauricio Melo
Onde estávamos
há vinte e cinco anos ou antes disso? Muitos de nós
nem éramos nascidos, muitos outros crianças
e alguns jovens com muitas idéias e projetos. Nesta
época, quando se falava no ano 2000, logo se imaginava
carros flutuantes, raios lasers para todos os lados e coisas
do tipo. Nem se cogitava o ano 2010, uma década após
aquelas idéia futurísticas. Muitos falavam
do fim do mundo, outros em caos, guerras, pragas... Em São
Paulo, o festival O Começo do Fim do Mundo
já tinha dado seu start no final de 82.
Em
84, nosso País vivia o movimento Diretas Já
e, exatamente entre estas datas, também surgia numa
cidade e num país distante do nosso uma banda chamada
Agnostic Front, que colocaria Nova York em definitivo no
mapa como uma das bandas pioneiras, senão a tal,
a lançar um disco oficialmente por uma gravadora
e a criar um estilo próprio a ser seguido, o hardcore.
No
ano passado, o disco Victim in Pain completou 25
anos de idade e a civilização atual ainda
parece padecer das mesmas "doenças", demonstrando
sofrimento, dor, corrupção, opressão
e exploração em diversos pontos do planeta.
Durante este tempo, os nova-iorquinos vêm tentando
passar mensagens conscientes a seu público, pregando
união e força.
A
Comando Rock encontrou a banda no último mês
de abril e teve a oportunidade de conversar com os dois
únicos membros originais existentes: o vocalista
Roger Miret e uma participação especial do
guitarrista Vinnie Stigma. O papo foi bem claro sobre o
passado, o futuro, gravadoras, novos estilos, novas tecnologias
e falta de ambição da geração
atual.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
