NAPALM DEATH
EM DEFESA DE UM MUNDO MENOS MATERIALISTA
O novo álbum do grupo inglês de grindcore,
Time Waits For No Slave, mostra o quarteto preocupado
em passar mensagens de que todos devemos ser menos materialista
e valorizar as coisas mais simples da vida
Mauricio Melo
As melhores coisas da
vida estão justamente nas coisas mais simples. Esta
frase, que você já deve ter ouvido ou lido
por diversas vezes, é o pensamento principal presente
nas letras do novo álbum do Napalm Death Time
Waits For No Slave. O quarteto inglês, formado
em 82, mostra em seu novo trabalho que continua tentando
transmitir mensagens positivas em suas canções.
Aparentemente, este lado positivista da
banda pode parecer "contraditório" pela
violência e peso presente em seu estilo: o grindcore.
Mas, para quem acompanha a carreira do conjunto, sabe que
o Napalm sempre esteve preocupado com o lado social do mundo.
O vocalista Mark "Barney" Greenway, por exemplo,
é vegetariano, não bebe nem fuma e participa
ativamente de instituições de proteção
a animais e de direitos humanos.
Esta conscientização pode
ser comprovada nas letras dos mais recentes CDs do grupo.
Se em Time Waits For No Slave a banda "pede"
para as pessoas serem menos materialistas e egoístas,
o disco anterior Smear Campaign (de 2006) atacava
durante os dogmas religiosos.
Aproveitando a passagem de Barney, Danny
Herrera (bateria), Mitch Harris (guitarra) e Shane Emburry
(baixo) por Barcelona durante sua nova turnê, a Comando
Rock entrevistou com exclusividade o vocalista Barney.
Nesta conversa, o músico fala sobre
o novo trabalho, sua temática positivista, o DVD
Punishment in Capitals, política, sua
ligação com projetos em defesa aos animais,
a possibilidade do grupo passar no Brasil com esta tour
e muito mais.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
