Edição #66

METALLICA
O MAGNETISMO DA MORTE ATINGIU O BRASIL

A banda, que não tocava no País há 11 anos, voltou à sonoridade de seus primeiros trabalhos na década de 80 com o novo CD Death Magnetic e comprovou que a "paixão" dos brasileiros pelo grupo continua em alta

Marcos Filippi

Quando veio ao Brasil pela última vez, em 99, o Metallica não passava pelos seus melhores momentos. Vinha de dois trabalhos considerados fracos pelos fãs: Load (96) e Reload (97). Canções que nem de longe se compravam aos grandes clássicos gravados em discos como, por exemplo, os inesquecíveis Kill 'Em All (81), Master of Puppets (86) e ... And Justice For All (88). E a decadência não parou por aí. Em 2003, colocou no mercado o discutível St. Anger.

Naquele mesmo ano, o quarteto chegou a anunciar uma nova passagem pelo Brasil. Com os ingressos praticamente esgotados e faltando poucos dias para a apresentação, o grupo cancelou sua vinda, afirmando (sem dar maiores detalhes e explicações) que não se sentia preparado para sair em turnê naquela época, optando por férias em vez de shows naquele momento.

Com tudo isso, a imagem do conjunto ficou, de certa forma, "arranhada" por estes lados. Mas, quem "nasceu para ser rei, nunca perderá a majestade". Em 2008, James Hetfield (vocal e guitarra), Kirk Hammett (guitarra), Lars Ulrich (bateria) e Robert Trujillo (baixo, que substituiu Jason Newsted em 2001) voltaram às suas origens com o excelente Death Magnetic. O álbum apresentava canções que lembravam as presentes em seus primeiros discos, mostrando a mesma "pegada" thrash que fez com que a banda ficasse famosa no mundo inteiro.

Este ano, o grupo fez sua quarta passagem pelo Brasil (o Metallica já havia tocado aqui em 89, 93 e 99) durante a World Magnetic Tour, que já havia viajado por 120 cidades ao redor do mundo. O quarteto fez um show em Porto Alegre e duas apresentações no Estádio do Morumbi (apenas a primeira noite com o local lotado), em São Paulo.

Poucas horas antes do primeiro concerto na capital paulista, a banda concedeu uma breve entrevista coletiva com aproximadamente 20 minutos. Na ocasião, também recebeu Disco de Ouro pelas 45 mil cópias vendidas de Death Magnetic e Disco Duplo de Platina pela venda de 60 mil cópias do recém-lançado DVD Orgulho, Paixão e Glória - Três Noites na Cidade do México.

Bem-humorados, os quatro músicos falaram da expectativa pelos shows em São Paulo, as lembranças que tinham das outras vezes que tocaram no País, fizeram uma comparação entre os três baixistas que o conjunto já teve em sua formação, deram mais explicações sobre o cancelamento dos shows em 2003, falaram sobre o último trabalho Death Magnetic e da idéia de mudar o set list das apresentações de um show para o outro e garantem que já estão compondo os "primeiros riffs" para um próximo álbum de estúdio.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

Voltar