Edição #62

ÉRIKA MARTINS
ROCK DE MENINA PARA TODOS

Ex-vocalista do Penélope embarca em carreira solo e lança seu primeiro trabalho

Paula Fabri

O Penélope pegou o Brasil inteiro de assalto quando lançou seu primeiro disco, Mi Casa, Su Casa, em 99, e canções como "Holiday" e "Namorinho de Portão" chegaram as rádios e aos ouvidos das pessoas. Refrões que não saiam da cabeça, de músicas doces, que ficavam completos com vocal de Érika Martins. Sua voz inconfundível era responsável por grande parte da identidade sonora da banda baiana, mas após nove anos de estrada e ainda no auge da carreira o conjunto declarou seu fim. O grupo, que havia sido formado em 95 por adolescentes, marcou suas vidas por nove anos, mas não comportava o amadurecimento musical de seus integrantes. Em 2004 o final da banda foi declarado e a vocalista Érika, que se via buscando novos caminhos estava livre para percorre-los.

Hoje, Érika lança seu primeiro trabalho solo, disco que leva seu nome, no qual se cercou de talentos diversos para dar vida a seu novo projeto. O disco demorou a sair por diversas circunstâncias, mas a mais marcante delas foi a perda que Érika sofreu quando o produtor Tom Capone morreu de forma trágica e repentina em 2004 por conta de um acidente de moto quando voltava da premiação do Grammy Latino. Tom, marido de Constança Scofield (ex-companheira de Érika no Penélope) era o responsável pela produção das músicas que fariam parte do disco solo da cantora e sua morte fez com que os planos de Érika fossem colocados de lado.

Perda superada, o projeto foi retomado contando com a produção de Carlos Eduardo Miranda e da viúva de Tom, Constança. Buscando sua própria identidade a cantora deu tempo ao tempo na hora de unir o material deste disco que conta com quatro faixas compostas em parceria com seu marido, o líder do Autoramas, Gabriel Thomaz. Além de músicas dadas por amigos, duas regravações - "Kung Fu", de Kassim (Acabou La Tequila), e "Nada Sem Voce", de Dudu de Carvalho (Los Canos) - e ainda a versão que fez para "Lento", música da cantora mexicana Julieta Venegas que, junto com o músico Jorge Villamizar (ex-Bacillos), participou das gravações no disco.

Agora, após cinco anos de muita história, Érika e seu disco estão prontos para se mostrarem ao mundo. O trabalho conta com doçura e acidez, rock e pop, tudo na medida certa seja para os órfãs do Penélope seja para pessoas que estão em busca de garotas que não se limitam na hora de fazer música.

A seguir você confere a entrevista que Érika concedeu à Comando Rock, na qual falou sobre as mudanças que vem passando desde o final de sua antiga banda, os caminhos que tomou até finalizar seu debut e o que as pessoas vão encontrar neste trabalho.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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