ÉRIKA MARTINS
ROCK DE MENINA PARA TODOS
Ex-vocalista do Penélope embarca em carreira solo
e lança seu primeiro trabalho
Paula Fabri
O Penélope pegou
o Brasil inteiro de assalto quando lançou seu primeiro
disco, Mi Casa, Su Casa, em 99, e canções
como "Holiday" e "Namorinho de Portão"
chegaram as rádios e aos ouvidos das pessoas. Refrões
que não saiam da cabeça, de músicas
doces, que ficavam completos com vocal de Érika Martins.
Sua voz inconfundível era responsável por
grande parte da identidade sonora da banda baiana, mas após
nove anos de estrada e ainda no auge da carreira o conjunto
declarou seu fim. O grupo, que havia sido formado em 95
por adolescentes, marcou suas vidas por nove anos, mas não
comportava o amadurecimento musical de seus integrantes.
Em 2004 o final da banda foi declarado e a vocalista Érika,
que se via buscando novos caminhos estava livre para percorre-los.
Hoje, Érika lança seu primeiro
trabalho solo, disco que leva seu nome, no qual se cercou
de talentos diversos para dar vida a seu novo projeto. O
disco demorou a sair por diversas circunstâncias,
mas a mais marcante delas foi a perda que Érika sofreu
quando o produtor Tom Capone morreu de forma trágica
e repentina em 2004 por conta de um acidente de moto quando
voltava da premiação do Grammy Latino.
Tom, marido de Constança Scofield (ex-companheira
de Érika no Penélope) era o responsável
pela produção das músicas que fariam
parte do disco solo da cantora e sua morte fez com que os
planos de Érika fossem colocados de lado.
Perda superada, o projeto foi retomado
contando com a produção de Carlos Eduardo
Miranda e da viúva de Tom, Constança. Buscando
sua própria identidade a cantora deu tempo ao tempo
na hora de unir o material deste disco que conta com quatro
faixas compostas em parceria com seu marido, o líder
do Autoramas, Gabriel Thomaz. Além de músicas
dadas por amigos, duas regravações - "Kung
Fu", de Kassim (Acabou La Tequila), e "Nada Sem
Voce", de Dudu de Carvalho (Los Canos) - e ainda a
versão que fez para "Lento", música
da cantora mexicana Julieta Venegas que, junto com o músico
Jorge Villamizar (ex-Bacillos), participou das gravações
no disco.
Agora, após cinco anos de muita
história, Érika e seu disco estão prontos
para se mostrarem ao mundo. O trabalho conta com doçura
e acidez, rock e pop, tudo na medida certa seja para os
órfãs do Penélope seja para pessoas
que estão em busca de garotas que não se limitam
na hora de fazer música.
A seguir você confere a entrevista
que Érika concedeu à Comando Rock,
na qual falou sobre as mudanças que vem passando
desde o final de sua antiga banda, os caminhos que tomou
até finalizar seu debut e o que as pessoas vão
encontrar neste trabalho.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
