Edição #61

PITTY
CAMINHANDO ENTRE A LUZ E AS SOMBRAS

Cantora baiana lança terceiro trabalho de estúdio, Chiaroscuro, onde mostra que sua música tem mais que dois lados

Paula Fabri

Evolução é algo inerente dos seres vivos e mudanças acontecem de acordo com nossas experiências, sejam elas boas ou ruins. Apesar de muitas pessoas defenderem a mesmice, ela nunca consegue durar por muito tempo, principalmente nos dias de hoje onde a informação tem vida curta e todos parecem ter menos tempo do que ontem.

Hoje Pitty acumula seis anos de muita história, que começou em 2003 quando deu início a sua carreira solo. Durante este tempo dois discos de estúdio (Admirável Chip Novo, de 2003, e Anacrônico, de 2005) e um trabalho ao vivo ({Dês}Concerto, de 2007) foram lançados e prêmios foram sendo colecionados.

E, com este currículo que a cantora baiana, uma das poucas mulheres a conseguirem construir uma carreira estável no cenário rock nacional, acaba de lançar seu novo disco Chiaroscuro, trabalho no qual Pitty mostra que mesmice não é com ela.

Neste novo álbum a cantora traz diversas novidades. Uma delas é o fato de que este foi o primeiro álbum que Pitty e sua banda - Martin Mendonça (guitarra), Joe (baixo) e Duda Machado (bateria) - gravaram em seu próprio estúdio.

Chiaroscuro mostra um grande amadurecimento da banda que, apesar de ser um disco de rock, conta com a inclusão de outros estilos, que não chegam a tirar os méritos e espaço do rock, mas dão facetas diferentes e grandiosidade no todo. As mudanças no som incluem passagens de tango, elementos de surf music e até mesmo um "quê" de Motown e Jovem Guarda.

O trabalho, desde seu nome, mostra o conceito de dualidade (ps: chiaroscuro é uma técnica de pintura criada por Leonardo DaVinci onde são utilizados sombra e luz e, desde então, é um termo usado em diversas áreas do mundo das artes) e conta com letras de duplo sentido, além de levantar diversos questionamentos. O CD teve sua arte assinada pela artista plástica Catarina Gushiken, responsável pelo painel que deu origem a capa disco.

A seguir leia a entrevista concedida pela cantora a Comando Rock na qual fala sobre os detalhes dos processos de criação e gravação do álbum, a formação de seu conceito e identidade, as mudanças sonoras que vem chamando atenção de um novo público e muito mais.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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