PITTY
CAMINHANDO ENTRE A LUZ E AS SOMBRAS
Cantora baiana lança terceiro trabalho de estúdio,
Chiaroscuro, onde mostra que sua música tem
mais que dois lados
Paula Fabri
Evolução
é algo inerente dos seres vivos e mudanças
acontecem de acordo com nossas experiências, sejam
elas boas ou ruins. Apesar de muitas pessoas defenderem
a mesmice, ela nunca consegue durar por muito tempo, principalmente
nos dias de hoje onde a informação tem vida
curta e todos parecem ter menos tempo do que ontem.
Hoje Pitty acumula seis anos de muita
história, que começou em 2003 quando deu início
a sua carreira solo. Durante este tempo dois discos de estúdio
(Admirável Chip Novo, de 2003, e Anacrônico,
de 2005) e um trabalho ao vivo ({Dês}Concerto,
de 2007) foram lançados e prêmios foram sendo
colecionados.
E,
com este currículo que a cantora baiana, uma das
poucas mulheres a conseguirem construir uma carreira estável
no cenário rock nacional, acaba de lançar
seu novo disco Chiaroscuro, trabalho no qual Pitty
mostra que mesmice não é com ela.
Neste
novo álbum a cantora traz diversas novidades. Uma
delas é o fato de que este foi o primeiro álbum
que Pitty e sua banda - Martin Mendonça (guitarra),
Joe (baixo) e Duda Machado (bateria) - gravaram em seu próprio
estúdio.
Chiaroscuro
mostra um grande amadurecimento da banda que, apesar de
ser um disco de rock, conta com a inclusão de outros
estilos, que não chegam a tirar os méritos
e espaço do rock, mas dão facetas diferentes
e grandiosidade no todo. As mudanças no som incluem
passagens de tango, elementos de surf music e até
mesmo um "quê" de Motown e Jovem Guarda.
O
trabalho, desde seu nome, mostra o conceito de dualidade
(ps: chiaroscuro é uma técnica de pintura
criada por Leonardo DaVinci onde são utilizados sombra
e luz e, desde então, é um termo usado em
diversas áreas do mundo das artes) e conta com
letras de duplo sentido, além de levantar diversos
questionamentos. O CD teve sua arte assinada pela artista
plástica Catarina Gushiken, responsável pelo
painel que deu origem a capa disco.
A
seguir leia a entrevista concedida pela cantora a Comando
Rock na qual fala sobre os detalhes dos processos de
criação e gravação do álbum,
a formação de seu conceito e identidade, as
mudanças sonoras que vem chamando atenção
de um novo público e muito mais.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
