SOULFLY
CONQUISTANDO NOVAS ETAPAS... EXORCIZANDO CONFLITOS PASSADOS
Após acabar com um conflito pessoal que durou
mais de dez anos com o irmão Igor (com a formação
do grupo Cavalera Conspiracy) e de colher excelentes frutos
com o novo trabalho do Soulfly Conquer, Max Cavalera
acredita estar vivendo um dos melhores momentos de sua carreira
Miguel Ângelo Freitas e Mauricio Melo
Vamos dar tempo ao tempo.
Está aí uma frase que escutamos com freqüência,
vez ou outra a mesma adentra nossos ouvidos. E foi para
falar em tempo, em datas e em dar tempo ao tempo que mais
uma vez encontramos Max Cavalera e Soulfly. Em dois locais
distintos: em Barcelona e após a apresentação
no Bloodstock Festival, na Inglaterra. Ambas as vezes
durante a turnê européia do álbum Conquer.
Como
sempre, fomos muito bem recebidos por este (acima de tudo)
brasileiro. Como falávamos em datas, talvez há
pouco mais de dez anos Max Cavalera e seus antigos companheiros
tenham sofrido (dado e recebido) golpes simultâneos,
tipo estas lutas em que os gladiadores se nocauteiam ao
mesmo tempo. Sentados cada um em seus cantos no ringue do
dia-a-dia, foram respirando e recuperando suas forças.
É
inegável dizer que recentemente Soufly e Sepultura
tenham recuperado ou chegado a sua melhor forma após
acontecimentos em que todos estamos cansados de saber e
com ótimos lançamentos. No caso do Soulfly,
com Dark Ages e Conquer, superando outros
bons discos, o mesmo acontecendo com sua antiga banda.
Este
foi e está sendo um ano corrido e muito agitado na
vida de Max, após o reencontro com seu irmão
Igor, gravaram e lançaram o álbum Inflickted
com o Cavalera Conspiracy e ainda fizeram uma tour pela
Europa arrepiando em solo europeu com vários clássicos
da era "Max/Igor" no Sepultura passando por alguns
festivais e impondo respeito.
Já
na própria turnê do Cavalera, Max já
estava anunciando o lançamento de Conquer
com uma tour projetada para pegar a estrada novamente. Em
sua trajetória, como ele mesmo fala, está
sendo única toda essa experiência e chegar
a esse ponto tem sido recompensador.
Foi
assim, conversando sobre datas, curiosidades recentes e
um pouco do futuro que gastamos o nosso precioso tempo.
Digo precioso porque acabou sendo curto diante de tanta
coisa para conversar como futebol, saudades de casa, dos
amigos etc.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
