Edição #59

SOULFLY
CONQUISTANDO NOVAS ETAPAS... EXORCIZANDO CONFLITOS PASSADOS

Após acabar com um conflito pessoal que durou mais de dez anos com o irmão Igor (com a formação do grupo Cavalera Conspiracy) e de colher excelentes frutos com o novo trabalho do Soulfly Conquer, Max Cavalera acredita estar vivendo um dos melhores momentos de sua carreira

Miguel Ângelo Freitas e Mauricio Melo

Vamos dar tempo ao tempo. Está aí uma frase que escutamos com freqüência, vez ou outra a mesma adentra nossos ouvidos. E foi para falar em tempo, em datas e em dar tempo ao tempo que mais uma vez encontramos Max Cavalera e Soulfly. Em dois locais distintos: em Barcelona e após a apresentação no Bloodstock Festival, na Inglaterra. Ambas as vezes durante a turnê européia do álbum Conquer.

Como sempre, fomos muito bem recebidos por este (acima de tudo) brasileiro. Como falávamos em datas, talvez há pouco mais de dez anos Max Cavalera e seus antigos companheiros tenham sofrido (dado e recebido) golpes simultâneos, tipo estas lutas em que os gladiadores se nocauteiam ao mesmo tempo. Sentados cada um em seus cantos no ringue do dia-a-dia, foram respirando e recuperando suas forças.

É inegável dizer que recentemente Soufly e Sepultura tenham recuperado ou chegado a sua melhor forma após acontecimentos em que todos estamos cansados de saber e com ótimos lançamentos. No caso do Soulfly, com Dark Ages e Conquer, superando outros bons discos, o mesmo acontecendo com sua antiga banda.

Este foi e está sendo um ano corrido e muito agitado na vida de Max, após o reencontro com seu irmão Igor, gravaram e lançaram o álbum Inflickted com o Cavalera Conspiracy e ainda fizeram uma tour pela Europa arrepiando em solo europeu com vários clássicos da era "Max/Igor" no Sepultura passando por alguns festivais e impondo respeito.

Já na própria turnê do Cavalera, Max já estava anunciando o lançamento de Conquer com uma tour projetada para pegar a estrada novamente. Em sua trajetória, como ele mesmo fala, está sendo única toda essa experiência e chegar a esse ponto tem sido recompensador.

Foi assim, conversando sobre datas, curiosidades recentes e um pouco do futuro que gastamos o nosso precioso tempo. Digo precioso porque acabou sendo curto diante de tanta coisa para conversar como futebol, saudades de casa, dos amigos etc.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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