GUNS N'ROSES
ANTES TARDE DO QUE NUNCA
A banda norte-americana liderada por Axl Rose lançou
no fim do ano passado, após vários adiamentos
e depois de 17 anos sem um álbum de estúdio
no mercado, o aguardado Chinese Democracy
Marcos Filippi
Chinese Democracy,
o novo e aguardado álbum do Guns N' Roses, talvez
tenha sido o disco que mais teve sua data de lançamento
adiado. Antes mesmo de a banda ter se apresentado no Rock
in Rio III, no Rio de Janeiro, em janeiro de
2001, o conjunto já havia prometido colocar no mercado
seu novo CD de estúdio. Tanto que, na ocasião,
foram apresentadas algumas faixas deste álbum. Mudanças
de formação, "desaparecimento" de
Axl Rose da mídia, investimentos e mais investimentos
da gravadora no CD, inúmeras horas desperdiçadas
no estúdio, regravações por diversas
vezes das faixas, cancelamento de shows, promessas de que
o disco sairia... E nada de Chinese Democracy parar
nas prateleiras das lojas.
Finalmente,
depois de 17 anos desde que o conjunto norte-americano lançou
Use Your Illusion I e II, o disco mais esperado
(e caro) de rock de todos os tempos finalmente foi lançado
no fim do ano passado, mais precisamente no dia 23 de novembro.
Durante
este hiato de 17 anos, o grupo colocou no mercado The
Spaghetti Incident?, um trabalho apenas de covers
- principalmente de bandas punks - em 93, e disponibilizou
duas coletâneas: Live Era '87-'93 (99) e Greatest
Hits (2004).
Produzido
por Axl Rose e Caram Costanzo, Chinese Democracy
traz 14 faixas. Somente no ano passado, ou seja, com pouco
menos de um mês e meio em que o CD chegou as lojas,
havia vendido mais de 1,6 milhões de cópias.
Mas, apesar disso, os números foram considerados
baixos. Ainda mais pelo valor investido no mesmo: aproximadamente
US$ 15 milhões - o álbum de rock mais caro
para ser produzido de todos os tempos. O CD rapidamente
saiu da lista do top 10 das paradas norte-americana e inglesa.
Para piorar, o Guns N' Roses "perdeu" para o próprio
Guns N' Roses! No começo deste ano, Greatest
Hits estava vendendo mais do que Chinese Democracy
nos Estados Unidos.
Dois
motivos para a baixa vendagem podem ser explicados. Primeiro,
porque o álbum "vazou" na Internet poucos
dias antes de ser lançado. O segundo motivo foram
as duras críticas que o CD vem recebendo por boa
parte da crítica especializada mundial. Um dos maiores
e principais "defeitos" apontado pelos jornalistas
é que as canções de Chinese Democracy
não agradaram devido à excessiva produção
que receberam.
E
as indefinições ainda persistem. Não
se sabe realmente quem ainda está na banda. O que
se sabe é que quase que "oficialmente"
é que Robin Finck - que, ao lado de Ron "Bumblefoot"
Thal e Richard Fortus, gravou as guitarras do novo disco
- não deve seguir com o conjunto. Segundo informações
postadas no MySpace oficial do grupo, o guitarrista e compositor
DJ Ashba (responsável pela co-produção
do último álbum do Mötley Crüe,
Saints of Los Angeles) foi o escolhido para entrar no
conjunto .Aliás, vários boatos sugiram na
Internet e que não foram confirmados. A começar
que a banda teria muitas canções que sobraram
das gravações e que, em breve, seria lançado
a parte 2 de Chinese Democracy em formato de CD duplo.
Outra especulação que surgiu foi em relação
a turnê. Apesar de nenhuma data aparecer no site oficial
do Guns, surgiram informações que o grupo
poderia excursionar pelo mundo ao lado de Van Halen ou do
Metallica.
A
Comando Rock conseguiu entrevistar o guitarrista
Ron "Bumblefoot" Thal com exclusividade para saber
mais sobre o lançamento de Chinese Democracy.
Aliás, foi o primeiro e único (até
o momento) veículo brasileiro a entrevistar um integrante
do Guns desde que o álbum foi lançado. Nesta
entrevista, Bumblefoot falou de sua carreira solo, dos dois
discos que colocou no mercado no ano passado - Abnormal
e Barefoot -, como entrou para o Guns em maio de
2006, as mudanças que ocorreram em sua vida desde
que ingressou no megaconjunto, os shows que já fez
ao lado do grupo, a demora para Chinese Democracy
ser lançado, as comparações que são
feitas entre ele e o antigo guitarrista do Guns Slash, as
críticas que o CD vem obtendo, sua relação
com Axl e muito mais. Sobre o futuro da banda e as especulações
que surgem quase que diariamente na Internet, Bumblefoot
optou em não responder. Afinal, o guitarrista chegou
a ter problemas com os antigos empresários do grupo
antes mesmo de ingressar no Guns por falar "coisas
que não estava autorizado".
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
