Edição #56

AQUARIA
HEAVY METAL E MÚSICA BRASILEIRA: ESSA É A FÓRMULA

O grupo, que vem se tornando o mais novo nome brasileiro de sucesso no Exterior, acaba de lançar o segundo álbum Shambala misturando novamente heavy metal e música brasileira

Antonio Rodrigues Junior

Misturar elementos da música brasileira com heavy metal é uma façanha para poucos, mas normalmente quem o consegue acaba sendo recompensado com o sucesso internacional. Provavelmente, por isso ser um diferencial em relação a milhões de bandas que surgem no mundo todo, sempre que um nome brasileiro aposta nessa fórmula acaba repercutindo com força no Exterior, basta vermos o sucesso do Sepultura e Angra. Mas, o mais novo nome que vem surgindo com este conceito é o Aquaria, que acaba de lançar o segundo álbum Shambala.

O grupo - atualmente formado por Vitor Veiga (vocal), Alberto Kury (teclado), Gustavo Di Padua (guitarra), Rob Scrip (guitarra), Fernando Giovannetti (baixo) e Bruno Agra (bateria) - surgiu há aproximadamente cinco anos, depois da dissolução da banda Uirapuru, que chegou a lançar algumas demos. O primeiro trabalho Luxaeterna (2005) foi o marco inicial para o sucesso internacional. O disco, que foi mixado pelo renomado Sascha Paeth (Rhapsody, Kamelot, Edguy e Shaman), já mostrava a mistura de power metal com elementos da música brasileira envolto a uma história conceitual.

Depois de algumas mudanças na formação, o sexteto chega ao segundo álbum conceitual Shambala. O novo CD, que conta a história de um português que chega para explorar a Amazônia na época do descobrimento, apresenta os mesmos elementos do antecessor, mas com amadurecimento e evolução. O novo disco, que também foi mixado no Exterior, desta vez por Tommy Hansen (Helloween, Jorn Lande e TNT), já vem novamente ganhando repercussão na Europa e Japão.

Em entrevista a Comando Rock, os integrantes do Aquaria falaram sobre o lançamento do novo trabalho Shambala, o conceito do material, a sonoridade do grupo, a versão japonesa de "Neo", que conta com participações especiais, as mixagens no Exterior e a repercussão internacional, comentaram a participação do guitarrista Gustavo Di Pádua no Guitar Idol em Londres, as mudanças de integrantes e a entrada do baterista Bruno Agra no Revolution Renaissance (nova banda de Timo Tolkki - ex-Stratovarius), adiantaram os planos para uma turnê e avaliaram a trajetória do grupo.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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