LIBRA
EQUILIBRANDO O PESO COM SENSIBILIDADE
O músico carioca busca perfeição
mesclando o gothic metal com o português em seu álbum
de estréia Até Que A Morte Não Separe
Paula Fabri
Quem diria que a Cidade
Maravilhosa poderia ser a inspiração (contrária,
claro) de algo sombrio como é o som de Libra. Sombrio
é apenas uma das palavras que podem definir o que
esse músico carioca injetou em seu trabalho de estréia.
Foi escutando bandas que marcaram a música
britânica na década de 80, como Depeche Mode,
A-Ha e Duran Duran, que o Libra cresceu. Na adolescência,
buscando algo que refletisse mais esse momento de sua vida,
mergulhou no metal. Mas foi quando descobriu bandas como
Paradise Lost (grupo que diz ter mudado sua vida) e Type
O Negative, que o garoto de 15 anos se encontrou de verdade.
Alguns anos mais tarde, inspirado por
sons do gênero que mudaram sua vida, o músico
que desde os quatro anos vinha mostrando talento para a
arte, lança seu primeiro trabalho Até Que
A Morte Não Separe pela Sony&BMG.
No trabalho, Libra conseguiu algo que a maioria das pessoas
era descrente: unir o gothic metal ao português e
conseguir passar a mesma emoção como qualquer
outra banda do estilo.
Praticamente uma criança prodígio,
Libra ganhou dos pais seu primeiro instrumento aos quatro
anos de idade. Na adolescência, inspirado pelos grupos
recém descobertos, abandonou o teclado e partiu para
a guitarra, depois fez o mesmo com o baixo e por fim a bateria.
A união do seu talento musical com uma sensibilidade
muito grande pode ser conferida nas letras desse disco,
que diz ele ser totalmente autobiográfico.
Para conhecer mais sobre a história
desse músico, a Comando Rock falou com Libra
sobre como funcionou essa mistura, o preconceito que as
pessoas têm quanto a certos gêneros musicais
sendo cantados em português, o lançamento de
seu primeiro disco - que conta com a participação
de Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) - e muito mais.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
