Edição #52

LIBRA
EQUILIBRANDO O PESO COM SENSIBILIDADE

O músico carioca busca perfeição mesclando o gothic metal com o português em seu álbum de estréia Até Que A Morte Não Separe

Paula Fabri

Quem diria que a Cidade Maravilhosa poderia ser a inspiração (contrária, claro) de algo sombrio como é o som de Libra. Sombrio é apenas uma das palavras que podem definir o que esse músico carioca injetou em seu trabalho de estréia.

Foi escutando bandas que marcaram a música britânica na década de 80, como Depeche Mode, A-Ha e Duran Duran, que o Libra cresceu. Na adolescência, buscando algo que refletisse mais esse momento de sua vida, mergulhou no metal. Mas foi quando descobriu bandas como Paradise Lost (grupo que diz ter mudado sua vida) e Type O Negative, que o garoto de 15 anos se encontrou de verdade.

Alguns anos mais tarde, inspirado por sons do gênero que mudaram sua vida, o músico que desde os quatro anos vinha mostrando talento para a arte, lança seu primeiro trabalho Até Que A Morte Não Separe pela Sony&BMG. No trabalho, Libra conseguiu algo que a maioria das pessoas era descrente: unir o gothic metal ao português e conseguir passar a mesma emoção como qualquer outra banda do estilo.

Praticamente uma criança prodígio, Libra ganhou dos pais seu primeiro instrumento aos quatro anos de idade. Na adolescência, inspirado pelos grupos recém descobertos, abandonou o teclado e partiu para a guitarra, depois fez o mesmo com o baixo e por fim a bateria. A união do seu talento musical com uma sensibilidade muito grande pode ser conferida nas letras desse disco, que diz ele ser totalmente autobiográfico.

Para conhecer mais sobre a história desse músico, a Comando Rock falou com Libra sobre como funcionou essa mistura, o preconceito que as pessoas têm quanto a certos gêneros musicais sendo cantados em português, o lançamento de seu primeiro disco - que conta com a participação de Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) - e muito mais.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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