Edição #52

SHAM 69
PRONTOS NOVAMENTE PARA A BATALHA

A lendária banda punlk/oi! inglesa, que toca este mês no Brasil, resolveu os problemas internos - com a demissão do problemático vocalista Jimmy Pursey - e mostra que continua viva após mais de 30 anos de carreira

Marcos Filippi

A Sham 69, uma das pioneiras do punk rock na Inglaterra, nunca teve a mesma fama e sucesso - pelo menos fora do Reino Unido - que obtiveram seus conterrâneos do The Clash e Sex Pistols. Sempre foi um conjunto adorado tanto pelos punks quanto os skinheads (não os extremistas e racistas white powers) durante seus mais de 30 anos de carreira, mas nunca deixou de ser um grupo underground.

Isso até 2006, quando ganhou popularidade nacional graças a um velho hit: "Hurry Up Harry". A canção, que ganhou o novo título de "Hurry Up England", foi a escolhida para ser uma espécie de hino para a seleção inglesa na Copa do Mundo do mesmo ano. Com isso, a banda acabou virando manchete em todos os veículos de comunicação ingleses e milhões de pessoas acabaram conhecendo a Sham 69.

Mas, se por um lado este repentino sucesso foi altamente benéfico para o conjunto, a fama também trouxe sérios problemas para o quarteto. O maior deles foi a "transformação" do vocalista e fundador (ao lado do guitarrista Dave Parsons) do grupo, Jimmy Pursey. Segundo Dave, Jimmy se deslumbrou com tudo aquilo, cancelou compromissos, não compareceu a shows... A única decisão que poderia ser tomada ocorreu no mesmo ano: sua demissão.

Agora, com "a casa arrumada", Dave Parsons (guitarra), Ian Whitewood (bateria), Rob Jefferson (baixo) e Tim V (vocal) estão lançando seu novo álbum de estúdio Western Culture. É com este novo CD e com a nova formação que o grupo desembarca este mês no Brasil para (por enquanto) uma única apresentação: dia 25, no Inferno Club, em São Paulo.

Em entrevista exclusiva a Comando Rock, o guitarrista e único integrante original da Sham 69, Dave Parsons, fala sobre o novo álbum, os problemas que o grupo teve com o ex-vocalista Jimmy Pursey e sua demissão, o sucesso conquistado com a canção "Hurry Up England", os problemas que tiveram no início de carreira com os skinheads white powers, política, futebol (uma das grandes paixões do conjunto), o show em São Paulo e os próximos planos da banda.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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