SHAM 69
PRONTOS NOVAMENTE PARA A BATALHA
A lendária banda punlk/oi! inglesa, que toca este
mês no Brasil, resolveu os problemas internos - com
a demissão do problemático vocalista Jimmy
Pursey - e mostra que continua viva após mais de
30 anos de carreira
Marcos Filippi
A Sham 69, uma das pioneiras
do punk rock na Inglaterra, nunca teve a mesma fama e sucesso
- pelo menos fora do Reino Unido - que obtiveram seus conterrâneos
do The Clash e Sex Pistols. Sempre foi um conjunto adorado
tanto pelos punks quanto os skinheads (não os extremistas
e racistas white powers) durante seus mais de 30 anos de
carreira, mas nunca deixou de ser um grupo underground.
Isso
até 2006, quando ganhou popularidade nacional graças
a um velho hit: "Hurry Up Harry". A canção,
que ganhou o novo título de "Hurry Up England",
foi a escolhida para ser uma espécie de hino para
a seleção inglesa na Copa do Mundo do mesmo
ano. Com isso, a banda acabou virando manchete em todos
os veículos de comunicação ingleses
e milhões de pessoas acabaram conhecendo a Sham 69.
Mas,
se por um lado este repentino sucesso foi altamente benéfico
para o conjunto, a fama também trouxe sérios
problemas para o quarteto. O maior deles foi a "transformação"
do vocalista e fundador (ao lado do guitarrista Dave Parsons)
do grupo, Jimmy Pursey. Segundo Dave, Jimmy se deslumbrou
com tudo aquilo, cancelou compromissos, não compareceu
a shows... A única decisão que poderia ser
tomada ocorreu no mesmo ano: sua demissão.
Agora,
com "a casa arrumada", Dave Parsons (guitarra),
Ian Whitewood (bateria), Rob Jefferson (baixo) e Tim V (vocal)
estão lançando seu novo álbum de estúdio
Western Culture. É com este novo CD e com
a nova formação que o grupo desembarca este
mês no Brasil para (por enquanto) uma única
apresentação: dia 25, no Inferno Club, em
São Paulo.
Em
entrevista exclusiva a Comando Rock, o guitarrista
e único integrante original da Sham 69, Dave Parsons,
fala sobre o novo álbum, os problemas que o grupo
teve com o ex-vocalista Jimmy Pursey e sua demissão,
o sucesso conquistado com a canção "Hurry
Up England", os problemas que tiveram no início
de carreira com os skinheads white powers, política,
futebol (uma das grandes paixões do conjunto), o
show em São Paulo e os próximos planos da
banda.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
