BLACK TIDE
A MARÉ NEGRA QUE VEM INVADINDO A CENA METAL
O conjunto norte-americano, formado por garotos com idades
entre 15 e 20 anos, desponta como nova sensação
do estilo após tocar no Ozzfest Festival e
lança seu primeiro álbum Light From Above
Paula Fabri
Há quem ache que
idade é apenas um número. Para quem pensa
o contrário, o Black Tide está aí para
provar que realmente idade não importa e o que verdadeiramente
conta é talento e vontade.
Black Tide se trata de um quarteto formado
pelo baterista Steven Spence, 20 anos; o baixista Zakk Sandler,
19; o guitarrista Alex Nuñez, 18; e o vocalista e
guitarrista Gabriel Garcia, 15. Sim, além de impressionar
pela forma com a qual fazem música - influenciados
diretamente pelo metal dos anos 80, década que mal
viveram - sem parecer uma mera reprodução,
o conjunto é liderado por um garoto de apenas 15
anos de idade, que quando tudo começou não
passava de uma criança de 10 anos.
Tudo
teve início em 2004, na Flórida, nos Estados
Unidos. Naquela época, além de responder por
outro nome, antes chamada Radio, a banda tocava classic
rock. Hoje, quatro anos mais tarde, muita coisa mudou. A
maior influência musical do quarteto é o heavy
metal que reinou durante os anos 80 e, após assinar
contrato com a gravadora Interscope, em 2006, o grupo trocou
seu nome para Black Tide.
Desde
então as coisas vêm acontecendo com rapidez.
A banda já se apresentou ao lado de Ozzy Osbourne,
fez sua primeira turnê européia quando foi
atração de abertura para o Avenged Sevenfold
e lançou no início deste ano seu primeiro
trabalho, Light From Above.
Mesmo
o conjunto californiano não querendo ser julgado
pela faixa etária e sim por seu trabalho, o fator
idade vem atuando de maneira importante na sua carreira,
seja negativa como positivamente. Exemplo disso foi o episódio
vivido pela banda no ano passado, quando foram convidados
a se apresentar em algumas datas do festival itinerante
Ozzfest.
Poucas
horas antes de saírem para a turnê, os integrantes
receberam uma ligação dizendo que não
fariam mais parte do evento. Segundo a produção
do festival, o patrocinador do palco secundário,
a bebida alcoólica Jägermeister, pediu para
que a banda não mais tocasse por achar que poderia
ter problemas tendo menores de idade relacionados com seu
produto.
Mas
a sorte do quarteto mudou e, após alguns dias, o
conjunto recebeu um novo telefonema chamando-os de volta
ao festival. Desta vez para tocar em todas as datas do Ozzfest
no palco principal. Como diria o ditado: "há
males que vem para bem".
Para
saber um pouco mais desse grupo que a cada dia que passa
chama mais a atenção de diversos públicos
a Comando Rock falou com o baixista Zakk, enquanto
a banda se encontrava na estrada, já que é
atualmente uma das principais atrações festival
Mayhem ao lado do Slipknot, pelo qual vem viajando
pelos Estados Unidos. Na entrevista a seguir veja o que
Zakk contou sobre as coisas quem vem acontecendo com a banda
desde seu início até o atual momento.
(Leia a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
