Edição #51

MICHAEL KISKE
UM ÍCONE DO PASSADO, QUE DESEJA SER ESQUECIDO PELO HEAVY METAL

O eterno ex-vocalista do Helloween, que vinha renegando seu passado e se afastando do heavy metal, está lançando o disco Past in Different Ways com músicas compostas por ele para seu antigo grupo gravadas de forma acústica esperando fechar as feridas abertas no passado

Antonio Rodrigues Junior

Ser considerado um ícone do heavy metal é uma tarefa difícil, mas ser esquecido como tal é bem mais complicado. O vocalista Michael Kiske quem o diga. O músico, que está lançando o álbum Past in Different Ways, conheceu o sucesso no final dos anos 80, quando era o frontman do Helloween e gravou os clássicos discos Keeper of the Seven Keys - Part I e II (de 87 e 88 respectivamente). Suas qualidades vocais fizeram com que chegasse a ser cotado para substituir Bruce Dickinson na época de sua saída do Iron Maiden.

Porém, o tempo passou e o vocalista deixou o Helloween. Após dois outros trabalhos de pouca repercussão, sua opinião sobre o heavy metal mudou. O vocalista acabou apostando em uma carreira solo, na qual se afastou do estilo original e caminhou numa linha mais hard rock/rock and roll. Com certeza algumas cicatrizes ficaram abertas e Kiske passou a renegar seu passado e dar declarações polêmicas contra o heavy metal.

Mesmo assim, nos últimos anos, o músico vem ressurgindo e participando de forma especial em diversos álbuns de seu antigo gênero. Assim, Kiske achou que tinha chegado a hora de fechar às feridas passadas e gravou o CD Past in Different Ways. O novo disco de estúdio contém canções compostas por ele para o Helloween rearranjadas de forma acústica.

O vocalista ainda mantém sua opinião a respeito do heavy metal, como conta nesta entrevista exclusiva a Comando Rock, mas aparentemente isso passou a não lhe incomodar mais. O novo disco serviu para espantar os fantasmas do passado e resgatar grandes canções que vinham sendo esquecidas pelo músico. O eterno ícone do heavy metal também aproveitou para contar sobre sua carreira solo, que apresenta mais quatro álbuns, e os planos para o próximo CD, adiantar detalhes sobre seu projeto paralelo Place Vendome e um projeto que dificilmente saíra do papel (com dois ex-integrantes do Helloween), falar de suas participações especiais e a possibilidade de voltar a fazer turnês após 16 anos longe dos palcos.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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