COMANDO
SOLIDÁRIO: ABTO
VOCÊ PODE SALVAR UMA VIDA
Associação
Brasileira de Transplantes de Órgãos trabalha
incentivando a doação de órgãos
no País
Paula
Fabri
Com
o passar do tempo as coisas mudam. A sociedade vai se transformando.
Muitas coisas são criadas, outras são melhoradas
e assim por diante. Vivendo no século XXI, a preocupação
com o futuro vem alcançando a todos e a melhoria
da qualidade de vida se tornou assunto diário. Às
vezes até polêmico quando se trata de desenvolvimento
tecnológico agregado à cura de doenças,
como vem acontecendo com as células-tronco.
Mas
isso é algo que acontece faz tempo. Se olharmos para
o passado, veremos que tratamentos "inovadores"
sempre dão espaço para dúvidas e esclarecimentos.
Em
2005 foi comemorado o centenário do primeiro transplante
bem sucedido feito no mundo. No caso, um transplante de
córnea, realizado pelo médico austríaco
Eduard Zirm. Por ser uma técnica delicada, que necessita
de muito cuidado e experiência, o segundo transplante
bem sucedido foi feito quase 50 anos mais tarde. Mas, desde
então, esse tipo de cirurgia vem salvando centenas,
milhares e hoje milhões de vidas por ano.
Mesmo
assim o assunto ainda envolve diversos mitos e questões
que fazem com que pessoas no mundo inteiro tenham dúvidas
e receio quanto ao assunto. Não apenas por ele quase
sempre envolver a morte de uma pessoa, mas pelas histórias
sobre tráfico de órgãos e coisas semelhantes.
Nesta edição da Comando Rock, escolhemos
falar da Associação Brasileira de Transplante
de Órgãos, mais conhecida como ABTO, tanto
pela importância da doação de órgãos
como uma forma de salvar-vidas quanto para desmistificar
o assunto. Para isso conversamos com dois médicos
bastante inteirados do assunto: Dr. Alfredo Inácio
Fiorelli, especialista em transplantes do coração,
e o Dr. Ben Hur Ferraz Neto, vice-presidente da ABTO, cirurgião
especialista em transplante de fígado e diretor da
área de transplantes do Hospital Israelita Albert
Einstein.
A
seguir você confere a entrevista feita com ambos especialistas,
onde cada um falou sobre diferentes aspectos desse assunto
que interfere na vida de milhares de pessoas que estão
a espera de um órgão para ter uma nova chance
de viver.
Comando
Rock: Como foi criada a Associação Brasileira
de Transplante de Órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: A
ABTO surgiu em 86 por iniciativa de profissionais da saúde
envolvidos diretamente com transplantes no Brasil. Um grupo
de profissionais considerados pioneiros e muitos deles responsáveis
pela implantação desta nova modalidade terapêutica
em nosso meio. Um dos objetivos era de criar uma nova entidade
médica que unisse profissionais envolvidos com as
dificuldades da transplantação de órgãos
em suas diferentes áreas, propor mudanças,
introduzir inovações, divulgar os transplantes
para população em geral. Durante esses anos
a ABTO vem se firmando como uma entidade médica atuante
aliada a um trabalho social importante de divulgação
e conscientização da população
sobre a importância da doação de órgãos.
Além de atuante nas decisões de política
de saúde que envolve diretamente os transplantes,
por meio de um trabalho direto ligado aos órgãos
governamentais competentes, secretarias e Ministério
da Saúde.
Qual
é o trabalho feito pela ABTO?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Nossos
objetivos são estimular o desenvolvimento de todas
as atividades relacionadas com os transplantes de órgãos
no Brasil. Unir profissionais e entidades envolvidas com
ou interessadas em transplantes de órgãos.
Contribuir para o estabelecimento de normas e para a criação
e aperfeiçoamento de legislação relacionada
com o transplante de órgãos. Estimular a criação
de centros de doação, bancos de órgãos,
serviços de identificação de receptores
e outros correlatos. Estimular a pesquisa e compartilhar
conhecimentos sobre transplantes. Promover a realização
de congressos, simpósios, conferências e outras
atividades relacionadas com o transplante de órgãos.
Difundir, junto ao público em geral com os recursos
de conscientização disponíveis e respeitada
a ética profissional, o significado humanitário,
científico e moral da doação de órgãos
para transplantes. Estimular o intercâmbio com sociedades
congêneres.
Qual
é a importância de doar órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: O transplante
de órgãos é importante pelo fato de
que muitas vezes é a única opção
de tratamento para pacientes que estão em fase terminal
de sua doença, sem o qual faleceriam ou teriam de
conviver com restrições tendo uma péssima
qualidade de vida. O transplante só ocorre quando
há doação de órgãos,
sem o qual é impossível o desenvolvimento
da atividade e poder beneficiar os pacientes necessitados.
Por isso, a sociedade também é responsável
pela atividade transplantadora de uma comunidade. Em países
de primeiro mundo o índice de doação
de órgãos é um indicador da qualidade
de saúde da comunidade, mesmo que ela não
tenha centros de transplantes. Assim, se uma determinada
comunidade é capaz de aproveitar o máximo
de órgãos, indica que ela tem um alto grau
de desenvolvimento na sua estrutura de saúde capaz
de oferecer um atendimento de alto nível à
população. E aqueles que venham a falecer
receberam excelentes cuidados e seus órgãos
podem beneficiar outros indivíduos. Infelizmente
essa ainda não é a realidade brasileira, aonde
a nossa estrutura de saúde apresenta sérias
dificuldades como a comunicação de potenciais
doadores com centrais de transplantes que ocorre muito tarde,
inviabilizando a possibilidade de se fazer transplantes.
O que acaba fazendo com que a população apresente
desconfiança sobre o real destino dos órgãos
doados de seus entes queridos.
Uma
boa parte das pessoas tem um certo receio da doação
por conta de histórias de crimes envolvendo o tráfico
de órgãos. O que pode ser dito para que o
mito envolvendo esse assunto seja esclarecido?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: A população
não deve temer. A legislação brasileira
é uma das mais avançadas e rígidas
no mundo. O Ministério Público acompanha as
lista de transplantes e são realizadas auditorias
periódicas nos prontuários médicos
dos pacientes, o que oferece garantia para os receptores,
para a família dos doadores e para a própria
classe médica.
Quem
pode e quem não pode ser doador de órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Em princípio
todas as pessoas podem ser doadores de órgãos
após a confirmação da morte. Há
critérios para constatação de morte
encefálica, a partir do exame neurológico
que deve ser realizado por dois médicos diferentes,
não envolvidos com as equipes transplantadoras, com
intervalo mínimo de seis horas entre cada exame.
Depois de constatada a morte, o potencial doador deve ser
submetido a um exame complementar que demonstre ausência
de perfusão sanguínea cerebral, atividade
elétrica cerebral e atividade metabólica cerebral,
o que indica que o indivíduo esta morto. Depois que
todos os exames indicarem a morte da pessoa é que
se solicita a autorização dos familiares para
que este paciente efetivamente possa se tornar um doador
de órgãos. Após a aceitação
dos familiares para utilização, critérios
estabelecidos por cada especialidade médica envolvida
são seguidos, ou seja, o tipo de órgão
que será transplantado. Cada órgão
utilizado para transplante segue critérios rígidos
e particulares. Por exemplo, no caso do transplante cardíaco,
o doador deve ter idade inferior a 60 anos e estar em boas
condições clínicas até o momento
da retirada do órgão. O tempo entre a retirada
e o implante não deve ser superior a quatro ou seis
horas, lembrando que cada órgão tem o seu
tempo máximo ideal para o transplante.
Que
tipo de procedimento deve ser feito para pessoas se tornarem
doadores?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: No Brasil,
a doação de órgãos é
muito simples. A pessoa interessada em doar seus órgãos
após a morte deve manifestar o seu desejo aos familiares.
Não é preciso nenhum documento registrado
ou carteirinha, pois nenhum órgão é
retirado sem a devida autorização dos familiares.
Assim, ninguém deve temer que terá seus órgãos
retirados sem que esteja com morte documentada e sem a autorização
dos familiares.
Quantas
partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Podem
ser aproveitados diversos órgãos e tecidos
para transplantes como córneas, coração,
pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestino,
esclera ocular, medula óssea, valvas cardíacas
e ossos.
O
transplante de medula é um dos mais comentados por
não ser necessário falecimento de uma pessoa
para que ocorra o transplante. Como ele é feito?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: Existem duas formas
de doação de medula óssea: por punção
na crista ilíaca (ossos da bacia) e pela filtração
de células medulares que passam pelas veias, procedimento
chamado aférese. A punção da medula
é realizada com agulha especial e seringa na região
da bacia, quando retira-se aproximadamente 500 ml de líquido
medular. O procedimento é feito com anestesia local
e dura em média uma hora, sem deixar cicatriz. É
importante destacar que não é uma cirurgia,
por isso não há cortes nem pontos. O doador
fica em observação por um dia e pode retornar
para casa no dia seguinte. A coleta pela veia é realizada
pela máquina de aférese. O doador recebe um
medicamento por 5 dias que estimula a multiplicação
das células adequadas. Essas células migram
da medula para as veias onde são filtradas. O processo
de filtração dura em média quatro horas,
até que se obtenha o número certo de células.
A forma de doação é escolhida pelo
médico que acompanha o paciente. Por possuir uma
medula sadia e bom estado de saúde, o doador reconstituirá
o que doou rapidamente e poderá voltar às
atividades normais. Em casos especiais e raros, como compatibilidade
com outra pessoa, o doador poderá doar novamente
a medula óssea. Para doar medula você precisa
ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde,
se cadastrar em um hemocentro ou hemonúcleo autorizado
na sua cidade. O cadastro consiste no preenchimento de uma
ficha de identificação e na coleta de um simples
exame de sangue para o teste de compatibilidade. Seus dados
serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores
Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e, quando
aparecer um paciente com a medula compatível com
a sua, você será chamado. Novos testes sanguíneos
serão necessários para a confirmação
da compatibilidade e, se a compatibilidade for confirmada,
você será consultado para decidir a forma de
doação e seu atual estado de saúde
será então avaliado e o procedimento agendado.
Além
da doação de medula há outros tipos
de doações que podem ser feitas sem que haja
a necessidade da morte de outra pessoa, ou seja, em vida?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Há
sim outros tipos de doações que podem ser
em vida, tais como rins, que é o mais comum; fígado
e, mais recentemente, de pulmão.
Qual
é o tipo de doação mais comum? E a
mais difícil de acontecer?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: O tipo
de doação mais comum é o de córneas,
pela flexibilidade de utilização destas para
transplante. As córneas podem ser retiradas até
seis horas após a parada cardíaca, não
sendo necessário ambiente hospitalar para isso. A
retirada pode ser feita no necrotério ou mesmo na
casa do doador, desde que ainda esteja viável. As
doações mais difíceis de acontecer
são as de coração e pulmão,
pois elas só podem ser realizadas antes da parada
cardíaca e pelo curto espaço de tempo limite
entre a retirada e o implante do órgão.
Em
média há quantas doações e transplantes
no Brasil por ano?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Há
uma variação sazonal tanto no número
de doações quanto no de transplantes no Brasil.
Por exemplo, no ano de 2006, foram realizados 18.516 transplantes
com órgãos ou tecidos provenientes de doadores
vivos ou falecidos. Deste total 139, cerca de 3%, foram
de coração.
Ainda
há muito preconceito quanto à doação
de órgãos no País?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: A idéia
de doação de órgãos ainda é
nova para a sociedade brasileira, por isso é fundamental
a realização de atividades que tornem o tema
menos polêmico e que amenizem o preconceito. Porém,
o povo brasileiro é muito solidário e altamente
favorável a doação de órgãos,
nenhuma religião proíbe a doação
de órgãos e quando bem informada a população
doa os órgãos dos familiares mortos. A ABTO
tem mobilizado o País inteiro, proporcionando às
pessoas mais informação sobre os transplantes
e abrindo seus corações, colocando os primeiros
elos para a construção de uma grande corrente
de solidariedade.
Por
que as pessoas não doam? Quais são as razões
mais freqüentes que fazem as pessoas não serem
doadoras?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Entre
as causas notificadas temos recusa da família e as
contra-indicação médica, quando os
doadores apresentam algum problema de saúde prévia
ou estão por muito tempo em estado de choque. No
ano de 2006, por exemplo, a causa mais comum de não
doação no Brasil foi a contra-indicação
médica (48,1%), seguindo-se da recusa familiar (34,1%).
Depois
que Northon Nascimento e outras figuras públicas
passaram por um transplante, a repercussão em relação
a doação de órgãos aumenta?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Sim,
aumenta de forma expressiva, mas é temporária.
Dura até que o tema deixa de ocupar espaço
na mídia. A enorme exposição na mídia
de casos de pessoas públicas, mostrando as enormes
dificuldades enfrentadas diariamente por milhões
de brasileiros, traz à tona o tema, sensibilizando
a sociedade e aumentando os debates que esclarecem dúvidas
e controvérsias sobre o assunto.
Como
funcionam as listas de receptores de órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Quando
se fala em lista de pacientes que aguardam transplante,
deve-se entender que essa fila não é semelhante
a fila de banco. O órgão a ser distribuído
obedece inicialmente critérios médicos e técnicos
e, uma vez eleitos os principais receptores que podem receber
aquele órgão, então é visto
o tempo de espera em lista. O conjunto de informações
clínicas dos potenciais receptores inscritos na lista
única constitui o cadastro técnico, que deverá
ser correlacionado com as características antropométricas
e imunológicas do doador (Artigo 37 da Portaria N°3407).
Qual
procedimento deve ser seguido para que eu possa ser incluído
nas listas de espera para transplante?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Primeiro
de tudo o paciente deve estar ligado a uma equipe médica
responsável pelo diagnóstico da sua doença,
que quando necessário irá inscrevê-lo
na Central de Transplantes da Secretária da Saúde
do seu Estado. Durante a fase de avaliação,
a pessoa passa por uma investigação clínica
rigorosa, sendo entrevistado por diferentes profissionais
para orientá-lo previamente quais os principais cuidados
que deverão ser adotados após o transplante.
Para a inscrição, o paciente e um responsável
assinam o termo de autorização para transplante.
A partir de então o paciente recebe um número
específico e poderá acompanhar todo o seu
processo pela Internet de forma on-line.
Em
média quais as chances de sobrevivência de
um transplantado?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: As chances
de sobrevivência de um paciente transplantado deve
ser feita comparando as chances que este mesmo paciente
tem de sobreviver se não for submetido ao transplante
e não com indivíduos saudáveis da mesma
faixa etária. Por exemplo, um paciente em fase terminal
de insuficiência cardíaca, ou seja, um potencial
candidato ao transplante cardíaco, tem expectativa
de sobrevida de um ano e cerca de 30% de chances que isso
ocorra. Com o transplante, sua chance de estar vivo após
cinco anos de transplante aumenta para cerca de 70% a 80%.
Recentemente
foi criada uma polêmica envolvendo transplante de
órgãos em Brasília. Uma lei vem sendo
discutida no Distrito Federal, onde o governo pagaria pelas
despesas do enterro de pessoas que doassem órgãos.
O que o senhor acha disso?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: Não acredito
que esta lei possa trazer qualquer inconveniente à
doação de órgãos, embora acredite
que esta atitude do governo do Distrito Federal não
representará uma solução para o aumento
do número de doadores. Na verdade, o que precisamos
é disponibilizar informações para que
as pessoas possam conhecer os benefícios da doação
de órgãos e decidir conscientemente.
Qual
a realidade de nosso País quanto a doação
e transplante de órgãos comparada ao restante
do mundo?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: O programa de transplantes
no Brasil se destaca pelo crescimento no número de
procedimentos realizados nos últimos anos e pelo
investimento público nesta modalidade terapêutica.
O número total de transplantes de órgãos
e tecidos realizados em 97, quando o sistema brasileiro
de transplantes foi reorganizado, foi de 4.341. Em 2006,
foram realizados 14.917 procedimentos. Portanto, houve um
aumento de 244% no número de procedimentos nos últimos
dez anos. O Sistema Público de Saúde financiou
mais de 95%, além de subsidiar todos os medicamentos
imunossupressores (anti-rejeição) por toda
a vida dos pacientes transplantados. Desde 2001, prevalece
a necessidade de consentimento familiar com autorização
por escrito para a doação dos órgãos
e tecidos em território nacional. O Sistema Nacional
de Transplante conta com Centrais Estaduais de Transplante,
órgãos da Secretaria dos Estados da Saúde
responsáveis pelo recebimento das inscrições
e armazenamento de dados dos receptores e recebimento das
informações sobre doadores, realizando a seleção
de pacientes e distribuição de órgãos
de doador falecido. Além disso, nosso programa de
transplantes é o segundo maior do mundo em número
absoluto e o maior do mundo em investimento público,
ou seja, não existe em qualquer outro país
um programa governamental maior que o nosso.
Como
a ABTO atua para conseguir conscientizar as pessoas da importância
de doar órgãos?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: A Associação
Brasileira de Transplante de Órgãos tem como
finalidade esclarecer tanto a comunidade leiga como os profissionais
da área da saúde quanto aos benefícios
da viabilização da doação de
órgãos e tecidos para transplante. Para os
leigos são realizadas campanhas de orientação,
informações através do próprio
site da ABTO e palestras em instituições de
ensino e empresas. Para os profissionais, os congressos,
simpósios e encontros científicos são
utilizados, bem como veiculação de notícias
e trabalhos científicos em jornais, revistas e outros
veículos da comunicação. Cabe a ABTO
aproveitar oportunidades como essa para ressaltar que apenas
a doação de órgãos após
a morte de cada um de nós pode salvar milhares de
vidas e que a maioria dessas pessoas voltam a suas atividades
habituais e assim podem contribuir para o desenvolvimento
do nosso País.
A
Associação Brasileira de Transplante de Orgãos
chama artistas para colaborarem com a campanha. Fale um
pouco sobre isso.
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: Para atingir seus
objetivos de orientação e esclarecimento à
população, a ABTO também recebe apoio
de pessoas públicas tais como o vocalista da banda
Jota Quest (Rogério Flausino), os artistas Mariana
Tasca (designer), Jaime Prades (artista plástico)
e Gustavo Rosa (pintor). Inclusive o ator Northon Nascimento
(falecido em dezembro do ano passado) proporcionou grande
contribuição ao sistema de transplantes levando
a mensagem da doação de órgãos
através da televisão a todos os brasileiros
após ser submetido a um transplante cardíaco
em dezembro de 2003.
Quais
as necessidades da ABTO? Como as pessoas podem fazer para
ajudá-los?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: A ABTO trabalha com
conscientização e informação
para a população. As pessoas podem auxiliar
trabalhando com a divulgação da doação
em seu meio, participando de campanhas de esclarecimento,
auxiliando nas palestras, atuando como voluntários
em feiras e eventos em que a ABTO participa.
Para
entrar em contato com a ABTO e obter mais informações
sobre transplantes de órgãos, acesse o site
www.abto.org.br
(Leia
a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
