Edição #47

COMANDO SOLIDÁRIO: ABTO
VOCÊ PODE SALVAR UMA VIDA

Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos trabalha incentivando a doação de órgãos no País

Paula Fabri

Com o passar do tempo as coisas mudam. A sociedade vai se transformando. Muitas coisas são criadas, outras são melhoradas e assim por diante. Vivendo no século XXI, a preocupação com o futuro vem alcançando a todos e a melhoria da qualidade de vida se tornou assunto diário. Às vezes até polêmico quando se trata de desenvolvimento tecnológico agregado à cura de doenças, como vem acontecendo com as células-tronco.

Mas isso é algo que acontece faz tempo. Se olharmos para o passado, veremos que tratamentos "inovadores" sempre dão espaço para dúvidas e esclarecimentos.

Em 2005 foi comemorado o centenário do primeiro transplante bem sucedido feito no mundo. No caso, um transplante de córnea, realizado pelo médico austríaco Eduard Zirm. Por ser uma técnica delicada, que necessita de muito cuidado e experiência, o segundo transplante bem sucedido foi feito quase 50 anos mais tarde. Mas, desde então, esse tipo de cirurgia vem salvando centenas, milhares e hoje milhões de vidas por ano.

Mesmo assim o assunto ainda envolve diversos mitos e questões que fazem com que pessoas no mundo inteiro tenham dúvidas e receio quanto ao assunto. Não apenas por ele quase sempre envolver a morte de uma pessoa, mas pelas histórias sobre tráfico de órgãos e coisas semelhantes.
Nesta edição da Comando Rock, escolhemos falar da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, mais conhecida como ABTO, tanto pela importância da doação de órgãos como uma forma de salvar-vidas quanto para desmistificar o assunto. Para isso conversamos com dois médicos bastante inteirados do assunto: Dr. Alfredo Inácio Fiorelli, especialista em transplantes do coração, e o Dr. Ben Hur Ferraz Neto, vice-presidente da ABTO, cirurgião especialista em transplante de fígado e diretor da área de transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein.

A seguir você confere a entrevista feita com ambos especialistas, onde cada um falou sobre diferentes aspectos desse assunto que interfere na vida de milhares de pessoas que estão a espera de um órgão para ter uma nova chance de viver.

Comando Rock: Como foi criada a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli
: A ABTO surgiu em 86 por iniciativa de profissionais da saúde envolvidos diretamente com transplantes no Brasil. Um grupo de profissionais considerados pioneiros e muitos deles responsáveis pela implantação desta nova modalidade terapêutica em nosso meio. Um dos objetivos era de criar uma nova entidade médica que unisse profissionais envolvidos com as dificuldades da transplantação de órgãos em suas diferentes áreas, propor mudanças, introduzir inovações, divulgar os transplantes para população em geral. Durante esses anos a ABTO vem se firmando como uma entidade médica atuante aliada a um trabalho social importante de divulgação e conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos. Além de atuante nas decisões de política de saúde que envolve diretamente os transplantes, por meio de um trabalho direto ligado aos órgãos governamentais competentes, secretarias e Ministério da Saúde.

Qual é o trabalho feito pela ABTO?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Nossos objetivos são estimular o desenvolvimento de todas as atividades relacionadas com os transplantes de órgãos no Brasil. Unir profissionais e entidades envolvidas com ou interessadas em transplantes de órgãos. Contribuir para o estabelecimento de normas e para a criação e aperfeiçoamento de legislação relacionada com o transplante de órgãos. Estimular a criação de centros de doação, bancos de órgãos, serviços de identificação de receptores e outros correlatos. Estimular a pesquisa e compartilhar conhecimentos sobre transplantes. Promover a realização de congressos, simpósios, conferências e outras atividades relacionadas com o transplante de órgãos. Difundir, junto ao público em geral com os recursos de conscientização disponíveis e respeitada a ética profissional, o significado humanitário, científico e moral da doação de órgãos para transplantes. Estimular o intercâmbio com sociedades congêneres.

Qual é a importância de doar órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: O transplante de órgãos é importante pelo fato de que muitas vezes é a única opção de tratamento para pacientes que estão em fase terminal de sua doença, sem o qual faleceriam ou teriam de conviver com restrições tendo uma péssima qualidade de vida. O transplante só ocorre quando há doação de órgãos, sem o qual é impossível o desenvolvimento da atividade e poder beneficiar os pacientes necessitados. Por isso, a sociedade também é responsável pela atividade transplantadora de uma comunidade. Em países de primeiro mundo o índice de doação de órgãos é um indicador da qualidade de saúde da comunidade, mesmo que ela não tenha centros de transplantes. Assim, se uma determinada comunidade é capaz de aproveitar o máximo de órgãos, indica que ela tem um alto grau de desenvolvimento na sua estrutura de saúde capaz de oferecer um atendimento de alto nível à população. E aqueles que venham a falecer receberam excelentes cuidados e seus órgãos podem beneficiar outros indivíduos. Infelizmente essa ainda não é a realidade brasileira, aonde a nossa estrutura de saúde apresenta sérias dificuldades como a comunicação de potenciais doadores com centrais de transplantes que ocorre muito tarde, inviabilizando a possibilidade de se fazer transplantes. O que acaba fazendo com que a população apresente desconfiança sobre o real destino dos órgãos doados de seus entes queridos.

Uma boa parte das pessoas tem um certo receio da doação por conta de histórias de crimes envolvendo o tráfico de órgãos. O que pode ser dito para que o mito envolvendo esse assunto seja esclarecido?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: A população não deve temer. A legislação brasileira é uma das mais avançadas e rígidas no mundo. O Ministério Público acompanha as lista de transplantes e são realizadas auditorias periódicas nos prontuários médicos dos pacientes, o que oferece garantia para os receptores, para a família dos doadores e para a própria classe médica.

Quem pode e quem não pode ser doador de órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Em princípio todas as pessoas podem ser doadores de órgãos após a confirmação da morte. Há critérios para constatação de morte encefálica, a partir do exame neurológico que deve ser realizado por dois médicos diferentes, não envolvidos com as equipes transplantadoras, com intervalo mínimo de seis horas entre cada exame. Depois de constatada a morte, o potencial doador deve ser submetido a um exame complementar que demonstre ausência de perfusão sanguínea cerebral, atividade elétrica cerebral e atividade metabólica cerebral, o que indica que o indivíduo esta morto. Depois que todos os exames indicarem a morte da pessoa é que se solicita a autorização dos familiares para que este paciente efetivamente possa se tornar um doador de órgãos. Após a aceitação dos familiares para utilização, critérios estabelecidos por cada especialidade médica envolvida são seguidos, ou seja, o tipo de órgão que será transplantado. Cada órgão utilizado para transplante segue critérios rígidos e particulares. Por exemplo, no caso do transplante cardíaco, o doador deve ter idade inferior a 60 anos e estar em boas condições clínicas até o momento da retirada do órgão. O tempo entre a retirada e o implante não deve ser superior a quatro ou seis horas, lembrando que cada órgão tem o seu tempo máximo ideal para o transplante.

Que tipo de procedimento deve ser feito para pessoas se tornarem doadores?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: No Brasil, a doação de órgãos é muito simples. A pessoa interessada em doar seus órgãos após a morte deve manifestar o seu desejo aos familiares. Não é preciso nenhum documento registrado ou carteirinha, pois nenhum órgão é retirado sem a devida autorização dos familiares. Assim, ninguém deve temer que terá seus órgãos retirados sem que esteja com morte documentada e sem a autorização dos familiares.

Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Podem ser aproveitados diversos órgãos e tecidos para transplantes como córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestino, esclera ocular, medula óssea, valvas cardíacas e ossos.

O transplante de medula é um dos mais comentados por não ser necessário falecimento de uma pessoa para que ocorra o transplante. Como ele é feito?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: Existem duas formas de doação de medula óssea: por punção na crista ilíaca (ossos da bacia) e pela filtração de células medulares que passam pelas veias, procedimento chamado aférese. A punção da medula é realizada com agulha especial e seringa na região da bacia, quando retira-se aproximadamente 500 ml de líquido medular. O procedimento é feito com anestesia local e dura em média uma hora, sem deixar cicatriz. É importante destacar que não é uma cirurgia, por isso não há cortes nem pontos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para casa no dia seguinte. A coleta pela veia é realizada pela máquina de aférese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a multiplicação das células adequadas. Essas células migram da medula para as veias onde são filtradas. O processo de filtração dura em média quatro horas, até que se obtenha o número certo de células. A forma de doação é escolhida pelo médico que acompanha o paciente. Por possuir uma medula sadia e bom estado de saúde, o doador reconstituirá o que doou rapidamente e poderá voltar às atividades normais. Em casos especiais e raros, como compatibilidade com outra pessoa, o doador poderá doar novamente a medula óssea. Para doar medula você precisa ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde, se cadastrar em um hemocentro ou hemonúcleo autorizado na sua cidade. O cadastro consiste no preenchimento de uma ficha de identificação e na coleta de um simples exame de sangue para o teste de compatibilidade. Seus dados serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e, quando aparecer um paciente com a medula compatível com a sua, você será chamado. Novos testes sanguíneos serão necessários para a confirmação da compatibilidade e, se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para decidir a forma de doação e seu atual estado de saúde será então avaliado e o procedimento agendado.

Além da doação de medula há outros tipos de doações que podem ser feitas sem que haja a necessidade da morte de outra pessoa, ou seja, em vida?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Há sim outros tipos de doações que podem ser em vida, tais como rins, que é o mais comum; fígado e, mais recentemente, de pulmão.

Qual é o tipo de doação mais comum? E a mais difícil de acontecer?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: O tipo de doação mais comum é o de córneas, pela flexibilidade de utilização destas para transplante. As córneas podem ser retiradas até seis horas após a parada cardíaca, não sendo necessário ambiente hospitalar para isso. A retirada pode ser feita no necrotério ou mesmo na casa do doador, desde que ainda esteja viável. As doações mais difíceis de acontecer são as de coração e pulmão, pois elas só podem ser realizadas antes da parada cardíaca e pelo curto espaço de tempo limite entre a retirada e o implante do órgão.

Em média há quantas doações e transplantes no Brasil por ano?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Há uma variação sazonal tanto no número de doações quanto no de transplantes no Brasil. Por exemplo, no ano de 2006, foram realizados 18.516 transplantes com órgãos ou tecidos provenientes de doadores vivos ou falecidos. Deste total 139, cerca de 3%, foram de coração.

Ainda há muito preconceito quanto à doação de órgãos no País?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: A idéia de doação de órgãos ainda é nova para a sociedade brasileira, por isso é fundamental a realização de atividades que tornem o tema menos polêmico e que amenizem o preconceito. Porém, o povo brasileiro é muito solidário e altamente favorável a doação de órgãos, nenhuma religião proíbe a doação de órgãos e quando bem informada a população doa os órgãos dos familiares mortos. A ABTO tem mobilizado o País inteiro, proporcionando às pessoas mais informação sobre os transplantes e abrindo seus corações, colocando os primeiros elos para a construção de uma grande corrente de solidariedade.

Por que as pessoas não doam? Quais são as razões mais freqüentes que fazem as pessoas não serem doadoras?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Entre as causas notificadas temos recusa da família e as contra-indicação médica, quando os doadores apresentam algum problema de saúde prévia ou estão por muito tempo em estado de choque. No ano de 2006, por exemplo, a causa mais comum de não doação no Brasil foi a contra-indicação médica (48,1%), seguindo-se da recusa familiar (34,1%).

Depois que Northon Nascimento e outras figuras públicas passaram por um transplante, a repercussão em relação a doação de órgãos aumenta?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Sim, aumenta de forma expressiva, mas é temporária. Dura até que o tema deixa de ocupar espaço na mídia. A enorme exposição na mídia de casos de pessoas públicas, mostrando as enormes dificuldades enfrentadas diariamente por milhões de brasileiros, traz à tona o tema, sensibilizando a sociedade e aumentando os debates que esclarecem dúvidas e controvérsias sobre o assunto.

Como funcionam as listas de receptores de órgãos?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Quando se fala em lista de pacientes que aguardam transplante, deve-se entender que essa fila não é semelhante a fila de banco. O órgão a ser distribuído obedece inicialmente critérios médicos e técnicos e, uma vez eleitos os principais receptores que podem receber aquele órgão, então é visto o tempo de espera em lista. O conjunto de informações clínicas dos potenciais receptores inscritos na lista única constitui o cadastro técnico, que deverá ser correlacionado com as características antropométricas e imunológicas do doador (Artigo 37 da Portaria N°3407).

Qual procedimento deve ser seguido para que eu possa ser incluído nas listas de espera para transplante?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: Primeiro de tudo o paciente deve estar ligado a uma equipe médica responsável pelo diagnóstico da sua doença, que quando necessário irá inscrevê-lo na Central de Transplantes da Secretária da Saúde do seu Estado. Durante a fase de avaliação, a pessoa passa por uma investigação clínica rigorosa, sendo entrevistado por diferentes profissionais para orientá-lo previamente quais os principais cuidados que deverão ser adotados após o transplante. Para a inscrição, o paciente e um responsável assinam o termo de autorização para transplante. A partir de então o paciente recebe um número específico e poderá acompanhar todo o seu processo pela Internet de forma on-line.

Em média quais as chances de sobrevivência de um transplantado?
Dr. Alfredo Inácio Fiorelli: As chances de sobrevivência de um paciente transplantado deve ser feita comparando as chances que este mesmo paciente tem de sobreviver se não for submetido ao transplante e não com indivíduos saudáveis da mesma faixa etária. Por exemplo, um paciente em fase terminal de insuficiência cardíaca, ou seja, um potencial candidato ao transplante cardíaco, tem expectativa de sobrevida de um ano e cerca de 30% de chances que isso ocorra. Com o transplante, sua chance de estar vivo após cinco anos de transplante aumenta para cerca de 70% a 80%.

Recentemente foi criada uma polêmica envolvendo transplante de órgãos em Brasília. Uma lei vem sendo discutida no Distrito Federal, onde o governo pagaria pelas despesas do enterro de pessoas que doassem órgãos. O que o senhor acha disso?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: Não acredito que esta lei possa trazer qualquer inconveniente à doação de órgãos, embora acredite que esta atitude do governo do Distrito Federal não representará uma solução para o aumento do número de doadores. Na verdade, o que precisamos é disponibilizar informações para que as pessoas possam conhecer os benefícios da doação de órgãos e decidir conscientemente.

Qual a realidade de nosso País quanto a doação e transplante de órgãos comparada ao restante do mundo?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: O programa de transplantes no Brasil se destaca pelo crescimento no número de procedimentos realizados nos últimos anos e pelo investimento público nesta modalidade terapêutica. O número total de transplantes de órgãos e tecidos realizados em 97, quando o sistema brasileiro de transplantes foi reorganizado, foi de 4.341. Em 2006, foram realizados 14.917 procedimentos. Portanto, houve um aumento de 244% no número de procedimentos nos últimos dez anos. O Sistema Público de Saúde financiou mais de 95%, além de subsidiar todos os medicamentos imunossupressores (anti-rejeição) por toda a vida dos pacientes transplantados. Desde 2001, prevalece a necessidade de consentimento familiar com autorização por escrito para a doação dos órgãos e tecidos em território nacional. O Sistema Nacional de Transplante conta com Centrais Estaduais de Transplante, órgãos da Secretaria dos Estados da Saúde responsáveis pelo recebimento das inscrições e armazenamento de dados dos receptores e recebimento das informações sobre doadores, realizando a seleção de pacientes e distribuição de órgãos de doador falecido. Além disso, nosso programa de transplantes é o segundo maior do mundo em número absoluto e o maior do mundo em investimento público, ou seja, não existe em qualquer outro país um programa governamental maior que o nosso.

Como a ABTO atua para conseguir conscientizar as pessoas da importância de doar órgãos?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos tem como finalidade esclarecer tanto a comunidade leiga como os profissionais da área da saúde quanto aos benefícios da viabilização da doação de órgãos e tecidos para transplante. Para os leigos são realizadas campanhas de orientação, informações através do próprio site da ABTO e palestras em instituições de ensino e empresas. Para os profissionais, os congressos, simpósios e encontros científicos são utilizados, bem como veiculação de notícias e trabalhos científicos em jornais, revistas e outros veículos da comunicação. Cabe a ABTO aproveitar oportunidades como essa para ressaltar que apenas a doação de órgãos após a morte de cada um de nós pode salvar milhares de vidas e que a maioria dessas pessoas voltam a suas atividades habituais e assim podem contribuir para o desenvolvimento do nosso País.

A Associação Brasileira de Transplante de Orgãos chama artistas para colaborarem com a campanha. Fale um pouco sobre isso.
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: Para atingir seus objetivos de orientação e esclarecimento à população, a ABTO também recebe apoio de pessoas públicas tais como o vocalista da banda Jota Quest (Rogério Flausino), os artistas Mariana Tasca (designer), Jaime Prades (artista plástico) e Gustavo Rosa (pintor). Inclusive o ator Northon Nascimento (falecido em dezembro do ano passado) proporcionou grande contribuição ao sistema de transplantes levando a mensagem da doação de órgãos através da televisão a todos os brasileiros após ser submetido a um transplante cardíaco em dezembro de 2003.

Quais as necessidades da ABTO? Como as pessoas podem fazer para ajudá-los?
Dr. Ben Hur Ferraz Neto: A ABTO trabalha com conscientização e informação para a população. As pessoas podem auxiliar trabalhando com a divulgação da doação em seu meio, participando de campanhas de esclarecimento, auxiliando nas palestras, atuando como voluntários em feiras e eventos em que a ABTO participa
.

Para entrar em contato com a ABTO e obter mais informações sobre transplantes de órgãos, acesse o site www.abto.org.br

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

Voltar