Edição #45

SIMPLE PLAN
UM RECOMEÇO PARA INTENSIFICAR O SUCESSO

O quinteto canadense, que já vendeu mais de sete milhões de discos, está lançando seu terceiro trabalho de estúdio homônimo onde o diferencial está na simplicidade do som e nos flertes com a dance music e o hip hop

Marcos Filippi

O caminho natural de qualquer banda, quando está lançando seu primeiro trabalho, é fazer um álbum simples, com bases "manjadas" e uma sonoridade de fácil assimilação e, no decorrer da carreira, buscar arranjos mais sofisticados. O canadense Simple Plan, formado em 99 na cidade de Montreal, está fazendo o trajeto inverso. Quando lançou, em 2002, o surpreendente "No Pads, No Helmets... Just Balls" ("sem proteção, sem capacete... apenas coragem"), o conjunto mostrou composições bem elaboradas e um som altamente harmonioso que chamou a atenção de todos. No trabalho seguinte, Still Not Getting Any (2004), o quinteto conseguiu se superar ainda mais e fez uma longa turnê mundial que passou pelo Brasil. A coroação definitiva veio com o ao vivo MTV Hard Rock Live colocado no mercado no ano seguinte.

Sete milhões de discos vendidos e quase dez anos após sua formação, Pierre Bouvier (vocal), Chuck Comeau (bateria), David Desrosiers (baixo), Sebastien Lefebvre (guitarra) e Jeff Stinco (guitarra) resolveram apostar na simplicidade dos arranjos das canções em seu novo disco de estúdio intitulado apenas de Simple Plan que chega agora no mercado através da Warner Music.

Segundo o conjunto, Simple Plan representa, de certa forma, um recomeço para o quinteto. Outra diferença neste novo trabalho está na sonoridade. Apesar de manter a base do som típico produzido pela banda, o álbum mostra que o punk rock melódico do grupo foi acrescido de alguns toques, em algumas faixas, de estilos que não são ligados diretamente ao rock and roll como a dance music e o hip hop. Um exemplo é o primeiro single "When I'm Gone", que ganhou toques de dance. "The End" tem toques de R&B enquanto "Generation" já se aproxima do rap. Ao mesmo tempo em que se encontram faixas pesadas, há também espaço para baladas como "I Can Wait Forever".

Além do desejo do próprio grupo em mostrar algumas novidades em seu novo trabalho, outra razão para que o conjunto se aproximasse mais do pop foi a produção de Nate "Danja" Hills (que já havia trabalhado com Timbaland, Justin Timberlake, Duran Duran, Nelly Furtado).

No fim de janeiro, o quinteto veio a São Paulo para fazer um show fechado para uma rádio paulistana e fazer o trabalho de divulgação do novo CD. A Comando Rock aproveitou a passagem da banda pelo País e participou da entrevista coletiva concedida pelo conjunto em um hotel da Zona Sul da capital paulista.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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