Edição #43

NAÇÃO ZUMBI
MAIS POP... MENOS MANGUE

Com o elogiado Fome de Tudo o conjunto pernambucano volta mais inovador e inventivo do que nunca

Malu Viotti

Fome de novas tecnologias, novos balanços e novos estilos. Assim chega Fome de Tudo, sétimo álbum da Nação Zumbi. A banda pode ser considerada uma das mais inventivas e inovadoras do País e, tudo isso é retratado em seu novo trabalho.

O novo disco é produzido pelo aclamado Mario Caldato Jr., que já trabalhou com os Beastie Boys, Beck, Planet Hemp e Marcelo D2. O grupo, que sempre produziu tudo sozinho, disse que se impressionou com a rapidez com que o disco foi feito e que Mario foi a escolha certa para traduzir exatamente o que queriam. E o resultado dessa parceria não poderia ser diferente: experimentações sonoras, parcerias ilustres e um Jorge Du Peixe mais melódico. "A gente compõe sobre tudo que está rolando por aí. A sonoridade é incrível por isso", diz o vocalista.

Sucessor do também elogiado Futura, Fome de Tudo vem agradando tanto o público quanto a crítica. "Uma coisa que acontece com a gente é que, até mesmo quem não gosta do nosso som, o respeita", afirma o baterista Pupillo. E realmente não há como não respeitar. A Nação Zumbi é uma das poucas bandas que perdeu um integrante importante (o vocalista Chico Science, que morreu em 97 vítima de um acidente de carro) e conseguiu não só sobreviver como se consolidar. "A gente ainda tenta se adaptar, nunca conseguimos suprir a ausência do Chico e nem vamos", conta o baixista Dengue.

Os pernambucanos - Jorge Du Peixe (voz, sampler e percussão), Dengue (baixo), Lucio Maia (guitarras, cítara e violão), Pupillo (bateria, tambor e percussão), Gilmar Bola 8 (tambor e percussão) e Toca Ogan (percussão e voz) - afirmam também que nunca foram uma banda de maracatu. Jorge Du Peixe diz que o grupo tem um maracatu próprio assim como outras influências regionais como o frevo.

Desde Da Lama ao Caos (primeiro trabalho do grupo, lançado em 94) a Nação Zumbi faz letras que se assemelham a protestos ou são somente fatos do cotidiano. Du Peixe, que escreve todas as músicas, diz que é muito complicado tentar explicar o que uma, especificamente, significa. "Prefiro deixar para que as pessoas interpretem da maneira que quiserem".

A Comando Rock participou de uma entrevista coletiva com a banda, que contou um pouco mais sobre o novo disco e sobre seu trabalho.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

Voltar