NAÇÃO
ZUMBI
MAIS POP... MENOS MANGUE
Com
o elogiado Fome de Tudo o conjunto pernambucano volta
mais inovador e inventivo do que nunca
Malu Viotti
Fome
de novas tecnologias, novos balanços e novos estilos.
Assim chega Fome de Tudo, sétimo álbum
da Nação Zumbi. A banda pode ser considerada
uma das mais inventivas e inovadoras do País e, tudo
isso é retratado em seu novo trabalho.
O
novo disco é produzido pelo aclamado Mario Caldato
Jr., que já trabalhou com os Beastie Boys, Beck,
Planet Hemp e Marcelo D2. O grupo, que sempre produziu tudo
sozinho, disse que se impressionou com a rapidez com que
o disco foi feito e que Mario foi a escolha certa para traduzir
exatamente o que queriam. E o resultado dessa parceria não
poderia ser diferente: experimentações sonoras,
parcerias ilustres e um Jorge Du Peixe mais melódico.
"A gente compõe sobre tudo que está rolando
por aí. A sonoridade é incrível por
isso", diz o vocalista.
Sucessor
do também elogiado Futura, Fome de Tudo vem
agradando tanto o público quanto a crítica.
"Uma coisa que acontece com a gente é que, até
mesmo quem não gosta do nosso som, o respeita",
afirma o baterista Pupillo. E realmente não há
como não respeitar. A Nação Zumbi é
uma das poucas bandas que perdeu um integrante importante
(o vocalista Chico Science, que morreu em 97 vítima
de um acidente de carro) e conseguiu não só
sobreviver como se consolidar. "A gente ainda tenta
se adaptar, nunca conseguimos suprir a ausência do
Chico e nem vamos", conta o baixista Dengue.
Os
pernambucanos - Jorge Du Peixe (voz, sampler e percussão),
Dengue (baixo), Lucio Maia (guitarras, cítara e violão),
Pupillo (bateria, tambor e percussão), Gilmar Bola
8 (tambor e percussão) e Toca Ogan (percussão
e voz) - afirmam também que nunca foram uma banda
de maracatu. Jorge Du Peixe diz que o grupo tem um maracatu
próprio assim como outras influências regionais
como o frevo.
Desde
Da Lama ao Caos (primeiro trabalho do grupo, lançado
em 94) a Nação Zumbi faz letras que se assemelham
a protestos ou são somente fatos do cotidiano. Du
Peixe, que escreve todas as músicas, diz que é
muito complicado tentar explicar o que uma, especificamente,
significa. "Prefiro deixar para que as pessoas interpretem
da maneira que quiserem".
A
Comando Rock participou de uma entrevista coletiva
com a banda, que contou um pouco mais sobre o novo disco
e sobre seu trabalho.
(Leia
a entrevista completa na versão impressa da
Comando Rock que já está nas bancas)
