Edição #43

CPM 22
COM A PRÓPRIA CARA

O conjunto está lançando seu novo disco, Cidade Cinza, onde - segundo seus integrantes - conseguiu mostrar a verdadeira cara da banda

Paula Fabri

Fortemente influenciados por hardcore melódico, o CPM 22 deixou há seis anos o underground paulista para fazer parte do mainstream nacional e mostra ser um bom exemplo de como fazer música boa em português, falando da nossa realidade e ainda alcançar o sucesso. Hoje, com muita bagagem e coisa para contar, a banda está de volta com seu sexto álbum, quinto pela Arsenal Music, Cidade Cinza.

Formado por Badauí (vocal), Luciano (guitarra), Wally (guitarra), Fernando (baixo) e Japinha (bateria), o conjunto, que lançou em 2006 o disco Ao Vivo MTV, tem em seu novo trabalho um espelho, que reflete sua fase atual. Musicalmente o conjunto voltou às suas raízes e traz neste álbum canções mais rápidas. Mas é em seu conteúdo que está a maior diferença. A mudança na forma de compor, iniciada em Felicidade Instantânea (2005), está mais perceptível no novo trabalho.

Contando com composições mais abrangentes, as letras deste CD mostram uma maior reflexão interna por parte da banda. Ao contrário do que isso pode soar, o CPM 22 não virou um conjunto intelectualizado ou coisa parecida, simplesmente deu o passo seguinte na estrada do amadurecimento. Outra novidade é que esse é o primeiro álbum em que Fernando (baixista da banda desde a saída de Portoga, em 2005) teve a liberdade de poder contribuir na criação das músicas.

Falando sobre a criação do novo trabalho da banda, o amadurecimento do conjunto e até desentendimentos que ajudaram no atraso do lançamento do álbum, o vocalista Badauí concedeu a entrevista exclusiva a Comando Rock que você lê a seguir.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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