Edição #42

MALDITA
BUSCANDO O PARAÍSO PERDIDO

O conjunto carioca, que abriu recentemente os show de Marilyn Manson no Brasil, está lançando seu segundo álbum Paraíso Perdido

Paula Fabri

Chocante seria a palavra certa para traduzir bem a primeira impressão que se pode ter após conhecer o Maldita. Isso porque, tanto na parte musical (som e letras) quanto na parte visual, o grupo tem uma postura bastante extrema e sombria. Formado na cidade do Rio de Janeiro, em 2001, Coágula (vocal), Lereu (guitarra), Vidaut (batera), Magrão (baixo) e Canibal (teclados) estão lançando seu segundo trabalho, Paraíso Perdido.

O sucessor de Mortos Ao Amanhecer (2005) traz em si um conteúdo mais maduro, com letras que deixam de falar sobre o mundo interior da pessoa e abrangem a realidade atual da humanidade, além de apresentar um som mais homogêneo.

Já são seis anos de estrada e, neste ano, o conjunto acrescentou a sua história mais um momento memorável, quando em setembro passado abriram os shows que Marilyn Manson fez aqui no Brasil. Pode-se dizer que há realmente uma identificação do grupo com o trabalho de Manson, mesmo essa não sendo direta. Como a sonoridade de Manson, o som feito pela Maldita está longe de ser algo comum. Se trata de rock, mas que é em sua essência inspirado por grupos como Nine Inch Nails, Pantera, Metallica, Skinny Puppy, Depeche Mode, Rammstein, além de coisas inesperadas como cantores nacionais de MPB, Beatles, funk e música eletrônica. A temática das letras fala de assuntos como violência, morte e angustia.

Já a parte estética é uma junção de influências vindas do cinema (caso de Stanley Kubrick), filosofia (Nietzsche e Schopenhouer), literatura (movimento Beat de escritores como Willian S. Burroughs e Jack Kerouac) e também Sigmund Freud "com sua magnífica interpretação dos sonhos", explica o vocalista do grupo.

A seguir leia a entrevista feita com Coágula, onde o músico falou sobre o Maldita, sua história, o lançamento de seu segundo trabalho o conteúdo de suas letras e muito mais.

(Leia a entrevista completa na versão impressa da Comando Rock que já está nas bancas)

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